Durante os últimos anos, tive que ser trabalhado aos poucos pelo Senhor para rever a teologia que aprendi, e neste Blog estarei expondo as novas perspectivas aprendidas. Não foi fácil para mim romper com paradigmas tão profundamente enraizados, por isso, entendo que outros terão dificuldades também, e até inicialmente descordarão de muitos pontos, o que é natural. Apenas peço que busquem ao Senhor e não se fechem no próprio entendimento. As dúvidas e críticas construtivas poderão ser enviadas para o email: efatah7@gmail.com.

domingo, 21 de novembro de 2010

Desmascarando Bavel - Capítulos 7 e 8

É provável que o Senhor já tenha começado a despertar você a respeito da importância do Nome dele e utilizar o Nome original, e isto inclui o Nome dele como Messias também. O Inimigo queria proibir que se falassem o Nome, claro que o Nome Original:
Atos 4:10-12 e 17-20 “Tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Yahu’shua ha'Mashiach, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Elohim ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu Nome é que este está curado perante vós. Este Yahu’shu é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos... Mas, para que não se divulgue mais entre o povo, ameacemo-los para que não falem mais nesse Nome a homem algum. E, chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no Nome de Yahu’shua. Respondendo, porém, Kefa e Yochanan, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Elohim, ouvir-vos antes a vós do que a Elohim; porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido.”
Atos 5:40-42 “E concordaram com ele. E, chamando os Sh’lichim (Emissários), e tendo-os açoitado, mandaram que não falassem no Nome de Yahu’shua, e os deixaram ir. Retiraram-se, pois, da presença do conselho, regozijando-se de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo Nome de Yahu’shua. E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Yahu’shua ha'Mashiach.”
O Nome de YHWH foi ocultado e substituído por outros termos, e o nome do Messias foi traduzido, adaptado e mudado, distanciando-se do original. Mas o nome é pra ser invocado, mas como invocarão se não houver quem anuncie? 
Romanos 10:4-15 “Porque a finalidade [ou fundamento] da Torá [Lei] é o Messias, para justiça de todo aquele que crê. Ora, Moshe [Moisés] escreveu sobre isto: o homem que praticar a justiça decorrente da Torá [Lei] viverá por ela, além disso, a justiça decorre da fé, por isso [Moshe] diz assim: Não perguntes em teu coração: Quem subirá ao céu?(1) isto é, para trazer do alto o Messias; ou: “Quem descerá ao abismo?” isto é, para levantar o Messias dentre os mortos. Porém que diz [Moshe]? “A Palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração”(2); isto é, a palavra da fé que pregamos. Se, com a tua boca, confessares Yahu’shua como Adon [Senhor] e, em teu coração, creres que Elohim o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. Porquanto o Tanach [a Escritura] diz: “Todo aquele que nele crê não será confundido” (3). Pois não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque: “Todo aquele que invocar o Nome de YHWH será salvo”(4). Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem anunciem? E como anunciarão, se não forem enviados? Como está escrito:“Quão formosos são os pés dos que anunciam Boas Notícias!(5)”
Neste texto Sha’ul usou vários versículos das Escrituras: (1) Deuteronômio 30:12; (2) Deuteronômio 30:14; (3) Yesha’Yahu/ Isaías 49:23; (4) /Joel 2:32; (5)  Yesha’Yahu/ Isaías 52:6-7. 
É necessário ler os textos que Sha’ul cita para compreender melhor o que ele está dizendo. Por exemplo, que Palavra é esta, sobre a qual Sha’ul cita a Escritura dizendo que está perto, na boca e no coração? É Palavra dos Mandamentos e Estatutos, escritos no Livro da Torá (Lei/Ensino), pois a Torá aponta para o Messias:
Deuteronômio 30:10-14 “Se deres ouvidos à voz de YHWH, teu Elohim, guardando os seus mandamentos e os seus estatutos, escritos neste Livro da Torá, se te converteres a YHWH, teu Elohim, de todo o teu coração e de toda a tua alma. Porque este mandamento que, hoje, te ordeno não é demasiado difícil, nem está longe de ti. Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Nem está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar que no-lo traga e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Pois esta palavra está mui perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a cumprires.”
O texto que Sha’ul usa de Yesha’Yahu que profetiza sobre as Boas Noticias (do evangelho) afirma também que o Povo do Senhor saberá o seu Nome. Veja a conexão entre o Nome, a Salvação e as Boas Notícias:
Yesha’Yahu (Isaías) 52:6-7 “Por isso, o meu povo saberá o meu Nome; por este motivo, naquele dia, saberá que sou eu quem fala: Eis-me aqui. Quão formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as Boas Notícias, que faz ouvir o shalom, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a Salvação, que diz a Sião: O teu Elohim reina!”
Aproveite para se aprofundar mais sobre o assunto, busque nas Escrituras textos que falem sobre o Nome do Senhor e veja quão importante é o Nome, e pesquise mais a respeito. Não podemos ser levianos em achar que a mudança do Nome não tem importância espiritual, e considerar apenas com algo cultural sem valor. Mas não basta apenas corrigir a pronúncia dos nomes, e continuar ter em mente a figura romana da pessoa, por exemplo: não basta passar a chamar Jesus de Yeshua/Yahu’shua, e continuar a crer com o conceito romano sobre o messias, pois não mudaram apenas nome, mas o conteúdo também, ou seja, o Jesus romano aprova muitas vezes o que Yeshua/Yahu’shua reprova e reprova o que Yeshua/Yahu’shua aprova.
As Escrituras, inclusive do Novo Testamento, foram escritas em Hebraico e Aramaico. Para copiar um texto hebraico da Escritura para um pergaminho na mesma língua hebraica, havia todo um cuidado por parte do escriba experiente e zeloso para não esquecer nenhuma letra, nem trocar a ordem das palavras, nem cometer erros mais grosseiros e muito menos acrescentar algo. Ao copiar assim, as chances de preservar o texto original era grande. Mas ao traduzir os textos do Hebraico/Aramaico para uma outra língua, o perigo é bem maior da tradução não ser fiel ao original devido ao conhecimento limitado do tradutor, seus preconceitos, suas doutrinas, sua decisão no momento de escolher traduzir uma palavra que tenha vários sentidos, enfim, o texto passa a ser diferente do original.
Caso uma terceira pessoa resolva traduzir também o texto original, a tradução não será igual ao que outro traduziu. Isso é um dos fatores que causaram o surgimento de diversos manuscritos antigos em grego que trazem diversas variações entre si, inclusive variações gritantes. Os teólogos avaliam quais os manuscritos seriam os mais próximos do original, é claro que nesta avaliação se leva em conta o que esses teólogos conhecem até o momento e suas crenças. E agrupam os manuscritos mais similares em famílias de manuscritos. A doutrina da inspiração da bíblia, produzida pelos próprios teólogos diz que só os escritos originais foram realmente inspirados, isto porque eles sabem principalmente que os tradutores influenciam diretamente no resultado final da versão, e que até nos manuscritos em grego que eles usam há divergências entre si. 
As publicações do Novo Testamento em português foram traduzidas a partir dos manuscritos gregos, que também são frutos de traduções, ou seja, traduções das traduções. Hoje dispomos de várias publicações do Novo Testamento em português, produzidas por diferentes equipes de tradutores, cujas crenças e conhecimentos diferentes produzem, como resultado tendencioso, diversas versões. Ao traduzir um texto da Bíblia a equipe acaba fazendo algum tipo de interpretação do que o texto quer dizer. Muitos líderes religiosos acabam preferindo uma versão em especial, e influenciam seus fiéis a usarem apenas esta ou aquela versão, são poucos os que incentivam aos irmãos a terem diversas versões para pesquisa e estudo, para uma análise mais vasta. Neste livro foram utilizadas algumas versões diferentes, e é importante o leitor pesquisar em outras versões disponíveis. Infelizmente carecemos da disponibilização de exemplares do Novo Testamento traduzido diretamente dos manuscritos aramaicos mais respeitáveis, levando em conta a cultura semita.

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