Durante os últimos anos, tive que ser trabalhado aos poucos pelo Senhor para rever a teologia que aprendi, e neste Blog estarei expondo as novas perspectivas aprendidas. Não foi fácil para mim romper com paradigmas tão profundamente enraizados, por isso, entendo que outros terão dificuldades também, e até inicialmente descordarão de muitos pontos, o que é natural. Apenas peço que busquem ao Senhor e não se fechem no próprio entendimento. As dúvidas e críticas construtivas poderão ser enviadas para o email: efatah7@gmail.com.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Desmascarando Bavel - Capítulos 18 e 19

O Império das Trevas de Bavel é real, este Império Mercador da Fé escrava almas. Ele trabalha com o encantamento e é muito difícil sair desse jugo cativante. Tem muita gente influente que ocupam cargos de governo neste reino da Besta, negociando itens espirituais através de Gravadoras, Editoras, Distribuidoras, Lojas e etc. Muitos desses negociantes não apenas terão dificuldade de deixar a Babilônia e seu conforto, como também serão entraves para que muitos a deixem, se levantando ferozmente contra os que desejam a liberdade.
A obra de rebelião dos Mercadores da Fé mescla-se com a feitiçaria (fórmulas para alcançar fama, dinheiro, poder e sucesso) atuando com um requisito fundamental da feitiçaria: o encanto e o fascínio.
I Samuel 15:23 “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra de YHWH, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei.”
Os Mercadores da Fé usam o Marketing Religioso, para manipular o desejo real da adoração e do serviço ao Senhor. O Marketing do Mercadejar da Fé atua igual ao que o Falso Profeta faz para a Besta, levando o povo a adorar, mas é uma adoração errada.
A raiz da Babilônia está entranhada em muitos, inclusive, desde a Torre de Bavel na necessidade de ser grande de ter um nome célebre. Assim como a Babilônia, A Grande, muitos gostam de ostentar ou bajular outras chamando pelo título de grandeza: A Grande Adoradora, A Grande Pregadora, A Grande Conferencista, A Grande Mulher, A Grande Cantora, A Grande Levita, resumindo: A Mãe das Prostituições, Babilônia, A Grande, é que está sendo honrada. As servas do Senhor devem buscar a humildade, isso se aplica também aos homens.
Se você usava essa linguagem, mude, se é chamado assim corrija em amor.
Mas será que não há como usar a Babilônia como meio de propagação do Reino de Elohim e da Verdade? Desfrutar da Babilônia e agradar ao Senhor? A resposta é Não! O comando do Senhor é: Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos”.
Vemos que a Prostituta Babilônia e a Besta tem como foco o comprar e o vender, hoje vendem de tudo, até testemunhos de curas e libertação, que teoricamente teriam sido operadas sem custo pelo Senhor, portanto não deveriam ser mercadejadas.
Quando uma irmã tem uma bela voz, já pensa em gravar um CD de Adoração e vender milhares de cópias. O irmão ao descobrir que toca bem um instrumento logo deseja fazer fama e fortuna “Tocando para o Senhor”. E aquele que se considera um “Adorador Profissional” no mercado, almeja o reconhecimento, os prêmios e as honrarias dos homens. Embora a Escritura diga:
Mt 10:5-16 “Yahu’shua enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; E, indo, pregai, dizendo: É chegado o Reino dos Céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; recebestes como um favor imerecido, como um favor imerecido dai. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos, nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordão; porque digno é o operário do seu alimento. E, em qualquer cidade ou aldeia em que entrardes, procurai saber quem nela seja digno, e hospedai-vos aí, até que vos retireis. E, quando entrardes nalguma casa, saudai-a; E, se a casa for digna, desça sobre ela o vosso shalom; mas, se não for digna, torne para vós o vosso shalom. E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés. Em verdade vos digo que, no dia do juízo, haverá menos rigor para o país de S’dom e ‘Amora [Sodoma e Gomorra] do que para aquela cidade. Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas.”
Lucas 10:3-12 “E, em qualquer cidade em que entrardes, e vos receberem, comei do que vos for oferecido.”
Como lido nas Escrituras, o cumprimento do IDE deve ser feito sem que se cobre por isso: “recebestes como um favor imerecido, como um favor imerecido dai”. O padrão do Senhor é um ministério com simplicidade, sem opulência, sem luxo, sem ostentação financeira (ouro, prata...) sem extravagância de malas, sapatos e roupas (nem alforjes para o caminho, nem duas túnicas, nem alparcas, nem bordão), mas com simplicidade de aparência.
O padrão dos Emissários não era exigir hospedagem cara, estalagem e hotéis de luxo. O foco não era a riqueza da hospedaria, mas a dignidade do proprietário da casa (“procurai saber quem nela seja digno, e hospedai-vos aí”), e sem exigências gastronômicas (“comei do que vos for oferecido”). Mas hoje, muitos não buscam a dignidade e o edificar a família hospitaleira, fogem de qualquer desgaste, mas querem curtir o conforto dos hotéis e manter a privacidade. Poucos se importam se os hóspedes do hotel são dignos, mas sim, se são ricos.
Se você canta e prega para o Senhor sem cobrar, e durante viagens missionárias se hospeda na casa de irmãos dignos, e até investe do seu próprio bolso para cumprir o seu chamado e não ser pesado aos irmãos, continue a buscar ao Senhor para que ele o use mais e melhor a cada dia.
Muitos mercadores da fé querem sustentar a exploração financeira com base em versículos fora do contexto, usando o texto: “Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário.” I Timóteo 5:18. Mas este texto se refere ao sustento básico, e não valores acima do que a maioria da comunidade ganha no mês. Sha’ul estava falando neste texto sobre a ajuda às viúvas e anciões, pessoas idosas (acima de 60 anos) dedicadas a servirem os outros e a ensinarem a Palavra, em uma sociedade onde não havia a aposentadoria.
I Tm 5:3,9,10,17e18 “Honra as viúvas que são verdadeiramente viúvas... Seja registrada como viúva somente aquela que não tem menos de sessenta anos, e que há tido um só marido, aprovada com testemunho de boas obras: se educou filhos, se exercitou a hospitalidade, se lavou os pés dos santos, se socorreu os atribulados e se praticou toda a sorte de boas obras... Os anciãos que cumprem bem com os seus deveres, sejam tidos por dignos de duplicada honra, especialmente os que labutam na pregação e no ensino. Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário.”
O próprio Messias disse: “digno é o operário do seu alimento” Mt 10:10, se referindo ao suprimento básico que os discípulos teriam ao se hospedar em casa de irmãos na caminhada missionária.
Mesmo assim, Sha’ul dá o exemplo, de que se deve, como ele que tinha menos que 60 anos, trabalhar em uma profissão, para não ser um peso aos irmãos, para que a Kehilá não necessite suprir as necessidades básicas:
II Cor 12:14 “Eis que, pela terceira vez, estou pronto a ir ter convosco e não vos serei pesado; pois não vou atrás dos vossos bens, mas procuro a vós outros. Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos.”
I Tes 2:5-9 e 5:11-14 “Vocês bem sabem a nossa linguagem nunca foi de bajulação nem de pretexto para ganância [ganhar dinheiro]; Elohim é testemunha. Nem buscamos reconhecimento humano, quer de vocês quer de outros. Embora, como Emissários do Messias, pudéssemos ter sido um peso, tornamo-nos bondosos entre vocês, como uma mãe que cuida dos próprios filhos. Sentindo, assim, tanta afeição por vocês, decidimos dar-lhes não somente as Boas Notícias de Elohim, mas também a nossa própria vida, porque vocês se tornaram muito amados por nós. Irmãos, certamente vocês se lembram do nosso trabalho esgotante e da nossa fadiga; trabalhamos noite e dia para não sermos pesados a ninguém, enquanto lhes pregávamos as Boas Notícias de Elohim... Por isso, exortem-se e edifiquem-se uns aos outros, como de fato vocês estão fazendo. Agora lhes pedimos, irmãos, que tenham consideração para com os que se esforçam no trabalho entre vocês, e velam por vocês no Senhor e os aconselham. Tenham-nos na mais alta estima, com amor, por causa do trabalho deles. Vivam no shalom uns com os outros. Exortamos vocês, irmãos, a que advirtam os ociosos...”
Mas muitos hoje acham que por pregarem o que chamam de evangelho, não precisam mais trabalhar. Enchem-se de ativismo para argumentar não ter tempo para o trabalho não religioso, secular, em vez de repartirem as tarefas. Eles não repartem determinadas tarefas para:
a)    Manterem o controle nas mãos, centralizar o domínio, por acharem que ninguém faz tão bem as tarefas como eles
b)    Para não se sentirem ameaçados por alguém mais talentoso
c)    E para argumentarem que não tem tempo para o trabalho, embora Sha’ul, tão atarefado, encontrava tempo de dia e até mesmo à noite para trabalhar.
Algumas vezes Sha’ul necessitou de um complemento financeiro nas viagens missionárias, por parte de outras Kehilot, mas sempre ele trabalhou, para não ser pesado.
Muitos usam de palavras bajuladoras em suas pregações e cânticos, falando e cantando o que a platéia quer ouvir, com o intuito de ganhar dinheiro (ganância), vender mais DVD’s de Mensagens e Louvores, buscando fama e reconhecimento. O oposto do que disse o Emissário Sha’ul “a nossa linguagem nunca foi de bajulação nem de pretexto para ganância (ganhar dinheiro) I Tes 2:5.
Sha’ul, no texto a seguir, deixa claro que embora tivesse como Emissário o direito de receber o básico, a alimentação, ele renunciou esse direito, e deixou uma ordenança: “vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma.” E que sua atitude de trabalhar até para as necessidades básicas deve ser imitada e que se alguém se opuser a isto deve ser afastado. Confira a seguir:
II Tes 3:6-13 “Irmãos, em nome do nosso Senhor Yahushua Ha’Mashiach, ordenamos a vocês que se afastem de todos os irmãos que vivem sem trabalhar e que não seguem os ensinamentos que demos a eles. Vocês sabem muito bem que devem seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vocês sem trabalhar. Não temos recebido nada de ninguém, sem pagar; na verdade trabalhamos e nos cansamos. Trabalhamos sem parar, dia e noite, a fim de não sermos um peso para nenhum de vocês. É claro que temos o direito de receber sustento; mas não temos pedido nada a fim de que vocês seguissem o nosso exemplo. Porque, quando estávamos aí, demos esta regra: “Quem não quer trabalhar que não coma.” Estamos afirmando isso porque ouvimos dizer que há entre vocês algumas pessoas que vivem como os preguiçosos: não fazem nada e se metem na vida dos outros. Em nome do Senhor Yahushua Ha’Mashiach, ordenamos com insistência a essas pessoas que vivam de um modo correto e trabalhem para se sustentar. Mas vocês, irmãos, não se cansem de fazer o bem. Se alguém não quiser obedecer ao que estamos mandando nesta carta, vejam bem quem está fazendo isso e se afastem dele para que fique envergonhado.”
Mas hoje o que se vê, e muito, são exigências de: hotéis, alimentação, tipo de vôo, translado, quantidade estipulada de cachê, enfim, uma completa transgressão a Palavra. E são tidos como ungidos, mas bem profetizou o próprio Messias:
MT 24:23-24 “Então, se alguém vos disser: Eis que o Ungido (Messias) está aqui, ou ali, não lhe deis crédito; porque surgirão falsos ungidos (messias) e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.”
Na maioria dos DVD’s ditos espirituais, religiosos, utilizam a mesma abertura dos DVD’s não religioso (seculares), com o texto “Atenção/Advertência ...”, que diz: “...São proibidas quaisquer outras formas de utilização, tais como:... exibir ou difundir publicamente... bem como trocar, emprestar...”, ou seja, o que se diz em outras palavras é: “Quem quiser que compre o seu!” O negócio é vender mais e mais, de espiritual não tem nada, apenas carnal. Isso seria aceitável no caso de um DVD secular, mas esta atitude, copiada do mundo, não é baseada no amor do Messias, nem no interesse de divulgar a palavra do Senhor, mas construir um reino próprio: riquezas materiais.
Veja a seguir um tipo de imagem que aparece nos DVD’s religiosos:

 
É um absurdo proibir até a troca, o empréstimo e a exibição pública (por exemplo na Kehilá/Igreja), de um material supostamente criado para a edificação do Corpo, porém como é exigido pelo autor, quem tem tal DVD deve cumprir a proibição, se preferir, desfaça-se do produto, e quem não tem tais DVD religiosos mercadejados, faz bem em não comprar.
Portanto, o reino do Falso Messias se baseia em comprar e vender, conforme descrito no texto sobre a Besta, sua marca diz respeito a estas coisas. O Reino do Messias se baseia no doar, emprestar, repartir e dar. Qual marca faz parte da sua vida, a marca do DAR ordenado pelo Senhor ou a marca do Comprar e Vender da Fé?

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