O Senhor deixou o dízimo e as ofertas como meios financeiros para a propagação do Reino, o que passa disso é procedência maligna, é a famosa Mistura da Babilônia. Mas Mamom diz que a oferta e o dízimo, se realizados apenas seguindo os princípios das Escrituras, não são suficientes, e que é necessário mercadejar a fé.
Mamom então implanta a apostasia, segundo a ideologia de que os fins justificam os meios, através de várias estratégicas de vendas de: camisas, almoço, sanduíche, quermesses, enfim tudo tendo como pano de fundo o espiritual. Outras formas mais diretas de conseguir dinheiro é através de um tipo de leilão espiritual, dos desafios financeiros, votos e campanhas, para angariar mais fundos, inclusive para a execução dos projetos megalomaníacos de líderes que tem por objetivo deixar o nome na história. O argumento de Mamom é que o povo não tem o coração voluntário, e necessitam de que lhes vendam algo em troca do dinheiro, mesmo que a venda não consista em algo palpável de imediato, mas vendem-se até promessas e ilusões, nas chamadas campanhas e desafios financeiros. Se você praticava isso, por estar enganado, arrependa-se, e produza frutos dignos de arrependimento.
O povo é doutrinado por Bavel a só entender a gratificação da carne e da alma, no comprar e vender, no receber algo em troca, e não no repartir ou dar. Mas os fins não justificam os meios. “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Elohim e a Mamom.” MT 6:24
Não podemos compactuar com Mamom, vendendo ingressos para pregações, congressos, encontros de louvor e adoração, etc., devemos levantar os recursos materiais antes, através das doações voluntárias, e organizar algo sem ostentação.
Na realidade faltam motivação correta e organização prévia para a elaboração dos eventos religiosos. Acaba sendo mais cômodo para a carne dos organizadores venderem ingressos. Eles também sabem que o povo já está cansado de tanto fazerem doações para manter o luxo do clero. Entretanto devemos seguir o padrão deixado pelo Senhor referente aos dízimos e ofertas, e dos princípios descritos nas Escrituras sobre como utilizá-los. Pois até no que se refere aos dízimos e ofertas, os princípios da Palavra muitas vezes não são seguidos, principalmente na forma como deve ser utilizada essas finanças. Se você organizava eventos para o Senhor e cobrava por isso, mesmo com boa intenção, você pecou por tomar um caminho paralelo, mas Ele está esperando o seu retorno.
A carne e a alma querem fazer da adoração algo agradável aos olhos e ao ego, como nos Shows Business, mesmo que para isso precise cobrar, caindo em pecado. Pois cultuam o visual, a aparência, a imagem das coisas, como Havá (Eva) fez com a árvore do conhecimento do bem e do mal: “E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos...”. Ela se concentrou no que viu em vez de obedecer ao mandamento que ouviu.
Muitos estão mais preocupados com a aparência do evento do show, por isso necessitam de muito dinheiro para fazerem algo Grande e assim tornarem célebres os seus nomes.
Bereshit (Gênesis) 11:4 “Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo topo chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome [assim nosso nome será famoso], para que não sejamos espalhados por toda a terra.”
Uma amiga minha, Marta Lacerda, alertou-me, certa vez, sobre essa questão, entre o Ouvir e o Ver, dentro das Escrituras, demonstrando que para muitos a ênfase é o VER, mas que “a fé vem por ouvir a mensagem” (Romanos 10:17). Um texto muito especial que ela trouxe foi Marcos 12:29-30, no qual o Senhor quando questionado qual o principal mandamento, respondeu o mandamento que começa com o verbo OUVIR: “Respondeu Yahu’shua: O principal é: Ouve, ó Israel, o YHWH, Eloheinu, é o único YHWH! Amarás, pois, YHWH, teu Elohim, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.” Marcos 12:29-30. Entendi que um povo que não sabe ouvir, não sabe amar.
Portanto, devemos buscar a simplicidade da aparência dos eventos em vez da opulência, a pureza em vez do luxo, ministrar com simplicidade e se necessário, até em desconforto, mas ministrar com pureza, de maneira aceitável ao Senhor, sem explorar o povo para fazer bonito aos homens, para receber honras humanas, elogios, para serem destaque na mídia, para receberem prêmios, para venderem muitos DVD’s.
Muitos mestres da Torá, P’rushim e Ts'dukim (fariseus e saduceus), ensinavam ao povo nas sinagogas, que eram muito mais confortáveis do que o deserto onde Yochanan pregava. Entretanto multidões iam ter com Yochanan, não por causa da estrutura, do conforto térmico, dos acentos macios, já que não os tinha, mas por causa da unção com que pregava.
Mt 3:1-6 “Naqueles dias, apareceu Yochanan, o Imersor, pregando no deserto de Yehudá e dizia: Fazei Teshuvá [arrependei-vos], porque está próximo o reino dos céus. Porque este é o referido por intermédio do profeta Yesha’Yahu: ‘Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho de YHWH, endireitai no ermo vereda a nosso Elohim’. Usava Yochanan vestes de pêlos de camelo e um cinto de couro; a sua alimentação eram gafanhotos e mel silvestre. Então, saíam a ter com ele Yerushalayim, toda a Yehudá e toda a circunvizinhança do Yarden; e eram por ele imersos no rio Yarden, confessando os seus pecados.”
As vestes simples de Yochanan confrontavam as vestes luxuosas de Bavel. Assim como Bavel espiritualmente encontra-se num deserto, Yochanan foi clamar no deserto, preparar o caminho do Senhor. Sua alimentação era uma agressão a glutonaria e comidas imundas das iguarias da Babilônia. A mulher espiritual, A Babilônia, usou uma mulher imoral para matar Yochanan, que a acusava de adúltera.
Em Yesha’Yahu 39 (Isaias), o rei Ezequias recebe presentes do rei da Babilônia, e mostra os tesouros acumulados que tinha aos mensageiros da Babilônia, Yesha’Yahu decreta da parte do Senhor um juízo sobre o rei, que em outras palavras, a Babilônia levaria Israel em cativeiro junto com os tesouros. Mas logo em seguida Yesha’Yahu profetiza a libertação:
Yesha’Yahu 40:1-3 “Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Elohim. Falai ao coração de Yerushalayim, bradai-lhe que ela já cumpriu o trabalho que lhe foi imposto, pagou por sua iniqüidade, e recebeu da mão de YHWH em dobro por todos os seus pecados. Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho de YHWH; endireitai no ermo vereda a nosso Elohim.”
Logo, o confronto da “Voz do que clama no deserto” (Yochanan) tem a ver com a saída do cativeiro espiritual da Babilônia. Apesar das palavras de Yochanan serem duras, eram ao mesmo tempo um consolo, pois ele anunciava o Messias, e era com amor que falava “ao coração”. Apenas confundimos amor do Senhor com sentimentalismo e romantismo Hollywoodiano.
O povo viajava até onde ele estava não para ouvir uma mensagem suave, agradável à carne ou ao bolso, mas uma mensagem de confronto, de arrependimento, de repartir o que se tem com os necessitados:
Lucas 3:9-14 e 18-20 “E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Então, as multidões o interrogavam, dizendo: Que havemos, pois, de fazer? Respondeu-lhes: Quem tiver duas túnicas, reparta com quem não tem; e quem tiver comida, faça o mesmo. Foram também publicanos para serem batizados e perguntaram-lhe: Mestre, que havemos de fazer? Respondeu-lhes: Não cobreis mais do que o estipulado. Também soldados lhe perguntaram: E nós, que faremos? E ele lhes disse: Não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário... Assim, pois, com muitas outras exortações anunciava as Boas Notícias ao povo; mas Herod, o tetrarca, sendo repreendido por ele, por causa de Herodias, mulher de seu irmão, e por todas as maldades que o mesmo Herod havia feito, acrescentou ainda sobre todas a de lançar Yochanan no cárcere.”
Eles não iam para ver um espetáculo ou para ver alguém com roupas caras, nem para participar de um banquete de gafanhotos, mas para “ver” um profeta (ver, no sentido de encontrar), já que o profeta é alguém pra ser ouvido:
MT 11:7-10 e 15 “Então, em partindo eles, passou Yahu’shua a dizer ao povo a respeito de Yochanan: Que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Ou, que saístes a ver? Um homem vestido de roupas finas? Ora, os que vestem roupas finas estão nos palácios reais. Mas para que saístes? Para ver um profeta? Sim, eu vos digo, e muito mais que profeta. Este é de quem está escrito: Eis aí eu envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho diante de ti... Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”
O objetivo de Yochanan não era ser visto, mas ser ouvido, afinal quando perguntaram quem ele era, ele disse: “Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho de YHWH, como disse o profeta Yesha’Yahu.” Yochanan 1:23
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