Yochanan vê Bavel e suas filhas:
Revelação 17:3-6 “Transportou-me o mal'ach [anjo], em espírito, a um deserto e vi uma mulher montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres. Achava-se a mulher vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição. Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA. Então, vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Yahu’shua; e, quando a vi, admirei-me com grande espanto.”
Essa Mulher é A Grande Mãe, e quem são suas filhas? O próprio texto diz que são as meretrizes e as abominações da terra. Mas quem são essas meretrizes e o que são abominações?
Quem define o que é “abominação” nas Escrituras é o Senhor. Ele define o que é abominação na Torá. Vemos então que este sistema, denominado Babilônia é a principal defensora da oposição a Torá. As meretrizes são outros sistemas menores, que nasceram/surgiram a partir da Grande Meretriz, derivaram-se dela e trazem as mesmas práticas: a prostituição espiritual e oposição a Torá, inclusive nos assuntos mais pesados, cuja Torá define como “abominação”.
LV 18:22 “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação.”
LV 20:13 “Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles.”
Lv 11:10-20 e 41-44 “Porém todo o que não tem barbatanas nem escamas, nos mares e nos rios, todos os que enxameiam as águas e todo ser vivente que há nas águas, estes serão para vós outros abominação. Ser-vos-ão, pois, por abominação; da sua carne não comereis e abominareis o seu cadáver. Todo o que nas águas não tem barbatanas ou escamas será para vós outros abominação. Das aves, estas abominareis; não se comerão, serão abominação: a águia, o quebrantosso e a águia marinha; o milhano e o falcão, segundo a sua espécie, todo corvo, segundo a sua espécie, o avestruz, a coruja, a gaivota, o gavião, segundo a sua espécie, o mocho, o corvo marinho, a íbis, a gralha, o pelicano, o abutre, a cegonha, a garça, segundo a sua espécie, a poupa e o morcego. Todo inseto que voa, que anda sobre quatro pés será para vós outros abominação... Também todo enxame de criaturas que povoam a terra será abominação; não se comerá. Tudo o que anda sobre o ventre, e tudo o que anda sobre quatro pés ou que tem muitos pés, entre todo enxame de criaturas que povoam a terra, não comereis, porquanto são abominação. Não vos façais abomináveis por nenhum enxame de criaturas, nem por elas vos contaminareis, para não serdes imundos. Eu sou YHVH, vosso Elohim; portanto, vós vos consagrareis e sereis kadosh, porque eu sou kadosh; e não vos contaminareis por nenhum enxame de criaturas que se arrastam sobre a terra.
Vemos que comer animais impuros é nas Escrituras tão abominação como manter relações sexuais com pessoa do mesmo sexo. Bavel deturpou os textos do Novo Testamento para defender a tese de que o Messias teria dito que deixou de serem abominações as coisas graves que o Pai chamou de abominações no Primeiro Testamento. É o mesmo princípio espiritual que quer liberar outras práticas abomináveis, segundo as Escrituras. Mas em Revelação 21:2 e 27 está escrito: “Vi também a cidade kadosh, a nova Yerushalayim, que descia do céu, da parte de Elohim, ataviada como noiva adornada para o seu esposo... Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro.”. E quem define o que é abominação não é a religião, nem a opinião pessoal de cada um, mas as Escrituras. Os que praticam o que a Palavra chama de abominação ficarão de fora.
A idolatria também é abominação:
II Reis 23:13 “O rei profanou também os altos que estavam defronte de Yerushalayim, à mão direita do monte da Destruição, os quais edificara Shlomo (Salomão), rei de Israel, para Astarote, abominação dos sidônios, e para Quemos, abominação dos moabitas, e para Milcom, abominação dos filhos de Amom.”
Muitos Protestantes concluem que a Grande Meretriz é a Igreja Católica Apostólica Romana, mas não pensam sobre quem são essas filhas, que nasceram a partir dela, que se derivaram dela, e denominadas por Yochanan como meretrizes também. Seguindo esta linha de raciocínio, fica evidente que essas filhas são as Instituições Protestantes, impregnadas pela Babilônia. O sistema “Bavel e suas filhas” engloba tudo isso, entretanto é ainda mais amplo, abrangendo religiões orientais, esotéricas, astrológicas, espíritas, etc. Há pessoas sinceras nesse sistema, que são do Senhor e que ele ordena que saiam de Bavel. É importante diferenciar as pessoas de fé sincera, das instituições edificadas sobre estruturas babilônicas das quais fazem parte. O Protestantismo teve o seu papel, passou por vários estágios, retomando elementos importantes da fé, porém o Senhor vem buscar uma Kehilá (Igreja) pura, sem mácula nem ruga, chegou o tempo da Kehilá passar pela Restauração que a leve à origem e não mais ficar satisfeita com uma simples Reforma.
É importante deixar claro que o objetivo de Yochanan não era ferir as pessoas relatando esta realidade espiritual que viu, com palavras tão pesadas, mas por amor, alertá-las do hediondo pecado e grave engano da mistura, para que saíssem totalmente de Bavel.
O livro de Dani’el demonstra que mesmo na Babilônia o Senhor tinha um povo, que estava ali devido ao pecado da nação Israel, mas mesmo em Bavel o Senhor operou milagres, livramentos e revelações proféticas precisas, por amor e misericórdia. Durante muito tempo a Kehilá, devido ao pecado, também tem estado na Babilônia, o Senhor também tem operado milagres, livramentos e revelações proféticas precisas por amor e misericórdia, mas o comando do Senhor é que seu povo se retire de Bavel, e desobedecê-lo, se apegando a Bavel, é rebeldia.
No livro de Dani’el vemos que o desejo dos servos do Senhor era sair de Bavel, mas não podiam voltar para Yerushalayim/Israel. Mas agora devemos tomar posse da libertação operada melo Messias e sairmos de Bavel. Pois quem estiver em Bavel, poderá sofrer o juízo com ela.
Portanto, não se prenda ao sentimentalismo, saudosismo das experiências vividas em Bavel, apegos a amigos e a cargos, dependência emocional dos irmãos, comodismo e medo de mudanças.
Irmão Alessandro, Shalom
ResponderExcluirRealmente, é muito difícil sair de Bavel devido a dependência emocional que ela causa em nossas mentes, mas a partir do momento que tomamos a atitude de sair,YHVH nos toma pela mão e nos ajuda! AleluYah!
Digo isso porque pra mim foi dolorido deixar tudo pra trás, senti em minha carne, mas hoje para glória de YHVH, estou liberta desse sistema de Bavel!