Durante os últimos anos, tive que ser trabalhado aos poucos pelo Senhor para rever a teologia que aprendi, e neste Blog estarei expondo as novas perspectivas aprendidas. Não foi fácil para mim romper com paradigmas tão profundamente enraizados, por isso, entendo que outros terão dificuldades também, e até inicialmente descordarão de muitos pontos, o que é natural. Apenas peço que busquem ao Senhor e não se fechem no próprio entendimento. As dúvidas e críticas construtivas poderão ser enviadas para o email: efatah7@gmail.com.

domingo, 21 de novembro de 2010

Desmascarando Bavel - Capítulos 13 a 15

Hoje parece natural comprar um ingresso para um evento de louvor e adoração. Tem casos que é vendido até “um pacote” com “tantos” ministros de louvor e adoração e com um tempo de duração estipulado. As pessoas pagam para adorar, e esses ministros de louvor e adoração vendem a adoração. Como a adoração é em espírito (ruach) e em verdade, negociá-la é mercadejar com tudo que a envolve, é vender o espírito e a verdade. Um pecado gravíssimo!
Secularmente vemos os cantores não religiosos fazendo seus shows e ganhando dinheiro com músicas que falam à alma e ao corpo, mas o Sistema Espiritual de Bavel não trata sobre isso, mas sobre o mercadejar de coisas espirituais, que envolvem o Senhor e a Palavra.
Os eventos de adoração, seminários ou congressos de cunho espiritual em que se cobra para participar, acabam se tornando mais corrompido do que o Templo da época do Messias, sobre o qual se registra: “Tendo Yahu’shua entrado no Templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam; também derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a transformais em covil de salteadores.” MT 21: 12-13. O Senhor não recebe a adoração e o louvor que foi vendido a outros, ele se enoja e se ira com isso.
O mercadejar do louvor e da adoração se torna uma prática idólatra. Na idolatria o ídolo é colocado entre o adorador e o adorado. O ídolo é o intermediário, é o veículo que promove a adoração e hoje, muitas vezes, o intermediário é o dinheiro, pois sem o dinheiro não se pode comprar o ingresso para adorar, semelhante à idolatria, na qual sem o ídolo a adoração não acontece.
Na idolatria antiga se comprava a estátua, a gravura do ídolo para então poder adorar, na idolatria moderna, compra-se o ingresso e o DVD, paga-se pela inscrição e pelo CD, e então é que se pode entrar na adoração e no louvor. Sem pagar pelo ingresso não é possível adorar. Adoradores vendem suas adorações em shows, CD’s, DVD’s, etc. O pecado está tanto em quem vende a adoração como em quem a compra.
Por trás dessa degradação atua Mamom (o demônio das riquezas), ele compra e vende não só a adoração, mas o espírito e a verdade, e assim, a adoração se torna em mentira. Mamom age através das pessoas, que enganadas acabam se colocando como instrumentos dele. O Senhor enojado, tem ânsia de vômito diante de tais coisas e esconde os olhos e os ouvidos:
Yesha’Yahu 1:1,4,10,15,21 e 23 “Visão de Yesha’Yahu, filho de Amoz, que ele teve a respeito de Yehudá e Yerushalayim... Ai desta nação pecaminosa, povo carregado de iniqüidade, raça de malignos, filhos corruptores; abandonaram a YHWH, blasfemaram do Kadosh de Israel, voltaram para trás... Ouvi a palavra de YHWH, vós, príncipes de Sodoma; prestai ouvidos à Torá do nosso Elohim, vós, povo de Gomorra... não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene... Pelo que, quando estendeis as mãos, escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço... Como se fez prostituta a cidade fiel!... Os teus príncipes são rebeldes e companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno e corre atrás de recompensas. Não defendem o direito do órfão, e não chega perante eles a causa das viúvas.”
O texto acima mostra como uma Cidade Fiel se torna em uma Prostituta: praticando a iniqüidade (oposição à Torá). Os líderes dela são corruptores e buscam recompensas. Hoje existem kehilot (plural de kehilá/igreja) que  também não prestam ouvidos à Torá, deixaram a fidelidade pela prostituição espiritual, praticando iniqüidade associada ao ajuntamento solene, cujos denominados líderes são rebeldes e companheiros de ladrões; cada um deles ama o suborno e corre atrás de recompensas”
Dons e talentos, dados pelo Senhor ao povo para que usasse nas atividades espirituais sem que cobrassem algo em troca, são mercadejados, numa transgressão asquerosa. Mentem-se utilizando como desculpa a proclamação do Reino de Elohim, mas o que buscam é o reino próprio, o conforto, o luxo, a fama e o deleitar do ego. E se você está nesse pecado por falta de conhecimento, arrependa-se e retira-te de Bavel, pois o Eterno ama o povo dele, e quer tirá-lo de Bavel, como tirou do Egito. A libertação do Egito não foi fácil, sair de Bavel também não é, mas hoje temos um Sangue que fala muito mais, do que o sangue que os Israelitas usaram para sair do Egito. Hoje podemos exercer a fé no Messias que já veio para nos libertar.
O Eterno tem para derramar um mover tremendo de adoração. Pois o motivo da guerra espiritual é sobre quem deve ser adorado. Satã sabe disso, e lançou mão da corrupção financeira para comprar a adoração
Muito do que é dito como louvor e adoração ao Senhor é na verdade músicas de auto-ajuda cantadas ao homem, nas quais o ego humano é massageado. É dito nelas o que se quer ouvir: “Você vai receber isso, você é o vencedor, você é capaz, eu tenho, eu vou, nós somos, eu, eu... você, você... nós, nós...”, porém onde fica o Senhor?
Durante uma hora da “dita adoração”, quase nenhum cântico é direcionado exclusivamente ao Senhor, e mesmo nesses raros casos, a maioria deles é com intenções corrompidas: algumas vezes para emocionar o povo, agradar o público e vender bem, outras vezes segue uma mesma receita de sucesso em todo CD. Há caso de músicas que são puramente orações de petições cantadas, onde se pede, pede-se, pede-se ao Senhor, isso e aquilo, e às vezes até mesmo o manda fazer tais e tais coisas, e são terrivelmente chamadas de louvor e adoração.
Ainda que possamos fazer orações cantadas ao Senhor, e cantar músicas que animem o povo a seguir firmemente ao Senhor, não devemos chamá-las de louvor, muito menos de adoração. Nem deixá-las tomar/roubar o tempo devido ao louvor e a adoração ao Senhor.
Hoje é possível compor canções espirituais e disponibilizá-las na internet sem cobrar por elas, o mesmo pode-se fazer com livros espirituais e vídeos de mensagens, mas é muito raro encontrar tal atitude. Devemos rever conceitos e quebrar paradigmas, sermos doadores e não mercadores.

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