Bavel sabe a importância dos nomes no mundo espiritual, mesmo antes de existir fisicamente, enquanto ainda estava na fase de projeto, já intentava ter um nome Grande:
B'reshit (Gênesis) 11:4 “Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo topo chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome [assim nosso nome será famoso], para que não sejamos espalhados por toda a terra.”
Por saber da importância dos nomes e da repercussão que eles têm no mundo espiritual, Bavel busca mudar os nomes, segundo seus interesses malignos.
Para não haver estranheza por parte dos leitores, segue uma breve explicação do fato deste livro trazer os nomes hebraicos dos personagens das Escrituras, embora este assunto esteja mais detalhadamente tratado no livro “O Nome e o Conflito”, também sem fins lucrativos.
Embora a história veja a mudança dos nomes das pessoas feita pelos povos dominantes aos povos dominados como algo natural, ou como apenas uma atitude política, compreendemos que por trás dessa ação há uma influência espiritual.
Em Dani’el 1:7 vemos que os jovens judeus que foram levados cativos para Bavel/Babilônia tiveram seus nomes mudados: “E o chefe dos eunucos lhes pós outros nomes, a saber: a Dani’el pôs o de Beltessazar, e a Hanan’Yah o de Sadraque, e a Misha’el o de Mesaque, e a Azar’Yah o de Abede-nego”. Isso demonstra que Bavel tem por princípio espiritual a mudança de nomes, com a finalidade de apagar a identidade judaica do Povo de Elohim, substituir a cultura israelita pela cultura pagã, e também para retirar as referências ao Senhor contidas em muitos nomes judaicos, e misturá-los com nomes de ídolos. Mas para não sermos “cúmplices em seus pecados” (Revelação 18:4), usaremos os nomes hebraicos.
O nome hebraico de Dani’el, cujo significado é “Meu juiz é El” (El, aqui, é uma referência ao Senhor) foi mudado para Beltessazar, que significa “Bel proteja o rei”, ou “Bel proteja a vida do rei”, ou “Bel protege a sua vida”, ou ainda “Príncipe de Baal”, sendo que Bel/Baal é um ídolo da Bavel, um demônio.
Hanan’Yah que quer dizer “Misericordioso é Yah”, Yah é a parte inicial do nome do Senhor. "Tudo o que tem vida louve a Yah. Hallelu’Yah!" (Salmos 150:6)
O nome do Senhor é escrito com quatro letras hebraicas:
Em português usamos as quatro consoantes YHWH para se referenciar às letras hebraicas (transliterado). O Nome YHWH tem como pronúncia aproximada: YaHWéH/Yahué/Iarrué. A palavra Aleluia, vem do hebraico Hallelu’Yah e significa “Louve a Yah” e não “Louve ao Senhor”, pois Senhor é Adon/Adonai. O Nome YHWH deve ser pronunciado com zelo, e não usado de maneira vã,
Êxodo 20:7 “Não tomarás o Nome de YHWH, teu Elohim, em vão; porque YHWH não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.”
Mas isso não quer dizer que deva ser ocultado, nem que as Escrituras devam ser alteradas para esconder o Nome. O Nome deve ser proclamado:
Êxodo 9:16 “Mas eu o mantive de pé exatamente com este propósito: mostrar-lhe o meu poder e fazer que o meu Nome seja proclamado em toda a terra.”
Hanan’Yah que quer dizer “Misericordioso é Yah”, e foi mudado para Sadraque que significa “Servo de Sin” (um ídolo babilônico) ou “Amigo do rei” ou referindo-se a lealdade ao ídolo babilônico Marduk, outro demônio.
Misha’el derivado de Micha’el que significa “Quem é como El?” (El, aqui, é uma referência ao Senhor), foi mudado em Bavel para Mesaque que significa “Quem é como Aku (Anu)?” Um ídolo babilônico.
Azar’Yah significa “Meu socorro é Yah”, e foi trocado por Abede-nego que significa “Servo de Nego” ou “Servo de Nabu” (O ídolo babilônico - Mercúrio).
Quando os três jovens foram jogados na fornalha, os nomes originais deles fizeram bem sentido: Eles não adoraram a estatua, pois “Quem é como El?” ninguém! O Senhor foi misericordioso com eles “Misericordioso é Yah”, e os socorreu livrando-os do fogo, “Meu socorro é Yah”. Assim como, as causas de Dani’el o Senhor julgou ao favor dele, “Meu juiz é El”. Pois os nomes originais têm grande significado espiritual.
O nome pode ser algo simples para muitos, mas nas Escrituras os nomes são de grande importância, por isso, mudar o nome é mais sério do que se pensa comumente. Bavel/Babilônia sabe da importância do nome, a ponto de trazer escrito na sua fronte o seu nome: “Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA.” (Revelação 17:5). A Besta sobre a qual ela está montada também traz consigo nomes: “montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmia” (Revelação 17:3). Devemos atentar para que tipo de nomes usamos, especialmente quando nos referimos ao nome do Messias Yahushua/Yeshua e o Nome do Senhor YHWH, para não estarmos usando nomes de blasfêmia, nomes mudados por Bavel.
Tsefani’Yah 3:9 (Sofonias) “Nesse tempo darei aos povos uma língua pura, para que todos invoquem o Nome de YHWH, a fim de o servirem de um só acordo.”
Hoshea 2:16-17 (Oséias) “Naquele dia, diz YHWH, me chamarás Meu Marido; e nunca mais me chamarás Meu-Baal. Pois da sua boca tirarei os nomes dos baalins, e os seus nomes não serão mais mencionados.”

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