Nosso idioma, o Português, vem do Latim, portanto, os nomes bíblicos foram traduzidos, mudados e adaptados do hebraico/aramaico para o grego/latim, e daí, ao português. As mudanças, aparentemente sutis e naturais, são geradas no reino espiritual de Bavel. Portanto, neste livro os nomes serão utilizados em hebraico, o mais próximo do seu original.
A necessidade de mudança dos nomes por Roma não refletiu, na sua origem, uma intenção correta perante o Eterno. A mudança para nomes romanizados, em vez do uso original dos nomes judaicos, encontrou terreno propício numa cultura anti-semita e não pela impossibilidade dos romanos conseguirem pronunciar os nomes originais dos personagens bíblicos em hebraico. Como o nosso idioma provém do latim e tem também muitas palavras de origem grega, nos atemos em usar o hebraico/aramaico nas expressões mais carregadas de significado.
Nessas mudanças por Grécia e Roma, nomes dos personagens do Novo Testamento se distanciaram ainda mais da pronúncia original do que os das pessoas do Primeiro Testamento. Fizeram uma clara distinção, planejada pelos principados, propositadamente para dizer que o Primeiro Testamento (chamada por eles de Velho) era coisa de Judeus, e que o Novo Testamento é da Igreja Romana, e por isso o uso dos nomes bem romanizados no Novo Testamento. Como é o caso, em português, do nome Miriam (Irmã de Arão) e Maria (esposa de José), que no original hebraico são nomes iguais: Miriyam. Vê-se que o nome “Miriam” no Primeiro Testamento é bem próximo ao original, mas o nome “Maria” do Novo Testamento é bem diferente do nome judeu da verdadeira mãe do Messias. Como estamos em guerra espiritual contra o Principado Espiritual de Roma, não compactuaremos com tal sentimento anti-semita. Em vez de chamar a mãe do Messias pelo nome romano “Maria”, que é associado ao ídolo Rainha dos Céus, chamá-la-emos de Miriyam.
O Principado Espiritual da Grécia, que atua muito na área da mente/razão, para encontrar base legal de ação e aprisionar o entendimento dos servos do Messias, implantou o engano de que o Novo Testamento foi escrito originalmente em grego. Entretanto, Flavius Josephus, historiador judeu, que viveu do ano 37 ao 100 da nossa era, declara:
Ant. 20:11:2: "Tem também sido doloroso para mim obter o aprendizado dos gregos, e o entendimento da língua grega. Porém estou tão acostumado a falar minha própria língua que eu não consigo pronunciar o grego com exatidão suficiente: pois a nossa nação não encoraja àqueles que aprendem as línguas de muitas nações."
Flávio Josefo - História dos Hebreus: 866 “Ouso afirmar que nenhum outro, quer judeu, quer estrangeiro, teria podido dar esta história aos gregos, escrita com tanta exatidão. Os da minha nação estão de acordo em que eu sou bem instruído no que se refere aos nossos costumes e às nossas tradições; não tenho motivo de lastimar o tempo que empreguei em aprender a língua grega, embora não a pronuncie com perfeição, o que nos é muito difícil, porque não nos aplicamos bastante a isso; entre nós, não apreciamos muito àqueles que aprendem várias línguas. Consideramos esse estudo como profanos, pois convém tanto aos escravos como aos livres, e somente consideramos sábios os que adquirem um grande conhecimento das nossas leis e das escrituras sagradas, que eles são capazes de explicar, o que é coisa tão rara, que somente uns dois ou três, conseguiram essa glória.”
Muitas outras evidências derrubam a primazia do uso do grego nos Escritos Originais do Novo Testamento, que podem ser pesquisadas pelo leitor.
Qual o objetivo do Principado da Grécia em defender tal argumento? Fazendo isso, o estudo religioso do Novo Testamento, seria feito a partir do grego, e estudar um texto em um idioma, não envolve apenas letras e sons, mas a cultura que ela está imersa, na qual estão as teias deste Principado, suas cadeias mentais de raciocínio ocidental e filosófico. O objetivo foi descontextualizar as Escrituras, afastando as pessoas das raízes judaicas, da cultura judaica e do significado profundo que cada palavra tem no seu original hebraico/aramaico. Assim, os estudiosos passaram a tecerem grandes teses e sermões com base nas palavras gregas e suas etimologias. Comem da mesa do principado e querem lutar contra ele.
Hoje o sistema teológico está dominado pelos principados de Roma e Grécia, até mesmo no nome teologia. Existem até teólogos que atribuem o avanço das Boas Notícias no 1º Século à língua e cultura grega, e que o Senhor enviou seu Filho naquele tempo porque a cultura greco-romana estava propiciando um terreno fértil, desprezando, com isso, os reais motivos proféticos e temporais registrados nas Escrituras. Vemos o Principado da Grécia querendo em tudo honra pra si. Houve uma fase de domínio do Principado de Roma influenciando as doutrinas através da Vulgata Latina, e depois do Principado da Grécia, construindo bases doutrinárias sobre etimologias de palavras gregas, via os Manuscritos Gregos.
Ao pronunciarmos vários nomes em português dos personagens bíblicos deixamos de mencionar a parte do Nome do Senhor que eles traziam no original, como exemplo: Mateus - Matiti’Yahu, Elias - Eli’Yahu e Isaías - Yesha’Yahu. “Yahu” (pronúncia aproximada “Iarru”) é o início do Nome do Senhor YHWH (Yahué) cuja pronúncia Iarrué. É clara a intenção espiritual de Satã em eliminar a pronuncia do Nome do Senhor, como fez na Babilônia. Por falta de conhecimento espiritual, servos do Senhor põem nos seus filhos até nomes pagãos como os de Sadraque e Mesaque.
Portanto, neste livro usaremos: Z’kari’Yah em vez de Zacarias, Yahu’shua em vez de Jesus, etc. E termos mais adequados: no lugar de Apóstolo (originado do grego) será utilizado Emissário (Shaliach - singular, Sh’lichim - plural); no lugar do nome Deus (originado do nome do ídolo pagão greco-romano, do qual surgiu o nome Zeus) será utilizado Elohim; no lugar do temo masculino O Espírito Santo será usado a palavra feminina A Ruach Ha'Kódesh; Kadosh substituindo Santo, Kódesh em vez de Santidade, em lugar de Apocalipse será usado Revelação/Guiliana, em vez de Bispo será usado Lipekach, em lugar de Presbítero será usado Ancião/Zaquem, em vez de Diácono, será utilizado Shamash, Torá em vez de Lei, entre outros nomes e termos.
Olá Alessandro,a Paz seja contigo.
ResponderExcluirFiquei maravilhada ao encontrar esse blog,e poder desfrutar de tão grata leitura,estarei divulgando seu livro,é muito importante que as pessoas tenham acesso a verdade,e que Yahushua de discernimento a todos que lerem,e que amam a verdade.
Fica na Paz de Yahweh,que o Eterno te abençoe em sabedoria e verdade!