Durante os últimos anos, tive que ser trabalhado aos poucos pelo Senhor para rever a teologia que aprendi, e neste Blog estarei expondo as novas perspectivas aprendidas. Não foi fácil para mim romper com paradigmas tão profundamente enraizados, por isso, entendo que outros terão dificuldades também, e até inicialmente descordarão de muitos pontos, o que é natural. Apenas peço que busquem ao Senhor e não se fechem no próprio entendimento. As dúvidas e críticas construtivas poderão ser enviadas para o email: efatah7@gmail.com.

domingo, 21 de novembro de 2010

Desmascarando Bavel - Capítulos 1 e 2

Existem duas Babilônias, a física, tratada nos livros de história e a Babilônia Espiritual mencionada tratada nas profecias bíblicas. A Babilônia física foi a capital da antiga Suméria e Acádia, situada no sul da Mesopotâmia, segundo historiadores sua localização aproximada corresponde hoje a 80 km ao sul da atual Bagdá, capital do Iraque. O nome (Babil ou Babilu em babilônico) significa "Porta de El” ou “Porta do céu", mas no Hebraico Bavel quer dizer "confusão". Devido à escassez de matéria prima a Babilônia se destacou pelos empreendimentos mercantis dos seus grandes mercadores que buscavam de longe diversos produtos, como cobre (do Chipre), estanho (do Cáucaso) e marfim (da Índia). Tornando-se uma grande cidade devido ao extraordinário desenvolvimento do comércio. Devido às práticas espirituais contrárias ao Senhor praticadas pelo império, Babilônia também se tornou figura da corrupção espiritual.
Mas a Babilônia Espiritual não se trata apenas de simbolismo, o principado espiritual da Babilônia é real e continua a existir mesmo com o fim físico do império. Os seres espirituais que estavam por trás dos ídolos da Babilônia, tomaram outros nomes e continuam a enganar a muitos. As práticas religiosas dos babilônicos também passaram por diversas alterações e adaptações e ainda afetam as religiões da atualidade.
Babilônia hoje atua muitas vezes sem ser percebida como tal, porque ela possui muitos disfarces, muitas máscaras, que necessitam cair por terra, este livro propõe desmascarar uma faceta da Babilônia, referente ao mercadejar da fé, outras máscaras têm sido expostas por outros autores, e outras o Eterno ainda revelará, não para acúmulo de conhecimento, mas para removermos da nossa vida resquícios da Babilônia, ainda disfarçados e ocultos. Alguns têm se aventurado a desvendar Bavel, a Babilônia, e o objetivo deste livro é colaborar com a missão de desmascará-la e, diante disso, buscarmos identificar suas influências em nossa vida, deixando-a por completo.
O livro de Guiliana, que significa Revelação, mais conhecido com Apocalipse (nome derivado do idioma da Grécia), trata em dois capítulos (17 e 18) sobre a Babilônia espiritual (mas o império babilônico físico não existia mais fazia alguns séculos). E estes textos de Guiliana servirão de base para o estudo que será tratado aqui. Portanto, se possível leia estes capítulos, antes de continuar a leitura deste livro, para um melhor entendimento. Principalmente analise Revelação 18:4 (apocalipse) que diz: Retirai-vos dela [da Babilônia], povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” que revela que o povo do Senhor está na Babilônia e necessita sair dela. Portanto, temos que ser humildes e fazermos uma auto-análise, com a direção do Senhor.
Os capítulos 17 e 18 de Guiliana/Revelação ao tratar sobre a Babilônia Espiritual traz um paralelo do aspecto comercial/ mercantilista/ mercador que tinha a Babilônia física do passado.  Quando Yochanan escreveu Guiliana/Revelação o império da época não era mais o babilônico, e sim o romano, e é clara a referência à Roma quando ele se refere à Babilônia. O antigo principado da Babilônia estava atuando em Roma, e hoje ele continua em operação no mundo.
Quando Yochanan (João) escreveu o Livro de Guiliana, ele estava preso por causa da sua pregação, conforme Guiliana (apocalipse) 1:9 “Eu, Yochanan [João], irmão e companheiro de vocês no sofrimento, no Reino e na perseverança em Yahu’shua, estava na ilha de Patmos, por causa da Palavra de Elohim e do testemunho de Yahu’shua”, por isso muitos teólogos supõem que para que sua mensagem não fosse destruída pelos romanos, mas chegasse ao destino, ou seja, às Kehilot (Comunidades/Igrejas) Yochanan teria usado como artifício escrever através de linguagem simbólica, a qual os seus irmãos na fé conheceriam muito bem, em vez de escrever com clareza as questões espirituais. Entretanto para aqueles que têm experiências proféticas, como visões espirituais, sabem que é o Senhor quem utiliza de símbolos para se comunicar conosco, creio que Yochanan não codificou a mensagem, mas recebeu a mensagem codificada pelo Senhor. É possível que o próprio Yochanan não compreendeu 100% das visões que tivera quando escreveu, talvez só bem depois, paulatinamente, tenha entendido, e até algumas questões só seriam entendidas por aqueles que iriam, no futuro, vivenciar alguns acontecimentos. Algo semelhante ao que aconteceu com Kefa (Pedro) em Atos 10:9-16, na visão do lençol com animais impuros, ele não criou esse simbolismo, foi o Senhor que usou de símbolos para se comunicar com ele, e ele não entendeu de imediato a visão, mas necessitou refletir sobre ela (Atos 10:17-20), e só quando ela estava se cumprindo foi que ele entendeu o completo significado (Atos 10:27-29).
Foi o Senhor quem usou a linguagem espiritual, a qual acostumamos chamar de símbolos, entretanto, o que definimos como símbolos são na verdade realidades espirituais. Muitas destas visões espirituais que Yochanan teve, o Senhor já havia revelado a outros profetas, portanto, para começarmos a entender o Livro de Guiliana/Revelação, temos que estudar as outras referências proféticas que tratam sobre os mesmos assuntos, pois uma completa a outra. Por isso, para entendermos melhor sobre a Babilônia, analisaremos neste estudo várias referências bíblicas.   
Para desmascarar a Babilônia é necessário confrontar muitos paradigmas. É hora de “destruir fortalezas, anulando nós sofismas (argumentos, raciocínios) e toda altivez (orgulho, pretensão) que se levante contra o conhecimento de Elohim, e levando cativo todo pensamento à obediência do Messias” II Coríntios 10:4-5.  Quando ocorrer dúvidas, recorra sempre à oração, e permita ao Senhor quebrar as resistências mentais que bloqueiam a Verdade e os encantamentos de Bavel (“Babilônia” em hebraico).
O objetivo deste livro não é ofender pessoas, mas desmascarar Bavel, a Babilônia, um Sistema Espiritual. Leia as palavras contidas aqui em tom de amor às pessoas e de confronto ao Sistema, pois assim é que foram escritas. Você descobrirá que não apenas há muita coisa da Babilônia no meio do povo de Senhor, mas que o povo do Senhor está na Babilônia e deve se retirar dela. Aproveite para avaliar em que fase da saída da Babilônia você está.
Como este sistema espiritual é descrito como uma grande cidade, e traz o nome de um império que fisicamente teve suas fronteiras extensas, entende-se que a saída espiritual de Bavel não acontece num piscar de olhos, mas requer tempo, até deixar totalmente seus domínios, suas fronteiras. Entretanto devemos agir prontamente, pois o apelo da Voz Celestial denota urgência em nos retiramos de Bavel. O nosso propósito é alcançarmos a Yerushalayim que desce dos céus e entrar nela. A saída de Bavel tem que ser total, não podemos cometer o mesmo erro de muitos israelitas que saíram fisicamente do Egito, mas o levaram no coração, e sempre diante das adversidades ficavam murmurando, com saudades dos velhos tempos no Egito.
Portanto, ao ler este livro busque avaliar em sua própria vida e no ministério que você faz parte as influencias deste sistema espiritual, em vez de focar-se nos outros.

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