Durante os últimos anos, tive que ser trabalhado aos poucos pelo Senhor para rever a teologia que aprendi, e neste Blog estarei expondo as novas perspectivas aprendidas. Não foi fácil para mim romper com paradigmas tão profundamente enraizados, por isso, entendo que outros terão dificuldades também, e até inicialmente descordarão de muitos pontos, o que é natural. Apenas peço que busquem ao Senhor e não se fechem no próprio entendimento. As dúvidas e críticas construtivas poderão ser enviadas para o email: efatah7@gmail.com.

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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Desmascarando Bavel - Capítulos 39 e 40

Além de ser representada como Mulher e Mãe, Bavel está “sentada como rainha” Revelação 18:7. Curioso que o Principado da Rainha dos Céus seja representado como essas três figuras: mulher, mãe e rainha.
Embora a Rainha dos Céus se passe também como uma virgem, ela é responsável por liberar diversos espíritos de prostituições. Ela está entronizada neste sistema de Bavel, desde a época da Rainha Semíramis, Mulher de Ninrode e Mãe de Tamuz. Ela é também conhecida com a esposa de Satã: Lílite. Ela está por trás do encantamento deste sistema religioso e da sedução no mercadejar da fé. Em Yesha’yahu 47:1 Bavel é também chamada de Virgem, título usado também pela Rainha do Céu.
O texto de Revelação está alinhado com Yesha’yahu 47:1-15. A Babilônia que Yesha’yahu chama ironicamente de “Virgem”, o texto de Yochanan a denomina abertamente de Meretriz.
Yesha’yahu 47:1-15 “Desça, sente-se no pó, Virgem cidade de Babilônia; sente-se no chão sem um trono, Filha dos babilônios. Você não será mais chamada mimosa e delicada..."Sente-se em silêncio, entre nas trevas, cidade dos babilônios; você não será mais chamada rainha dos reinos... Você disse: ‘Continuarei sempre sendo a rainha eterna!’... Jamais ficarei viúva nem sofrerei a perda de filhos’. Estas duas coisas acontecerão a você num mesmo instante, num único dia, perda de filhos e viuvez; virão sobre você com todo peso, a despeito de suas muitas feitiçarias e de todas as suas poderosas palavras de encantamento... uma catástrofe que você não pode prever cairá repentinamente sobre você... sem dúvida eles são como restolho, o fogo os consumirá. Eles não podem nem mesmo salvar-se do poder das chamas... esses com quem você se afadigou e com quem teve negócios escusos desde a infância. Cada um deles prossegue em seu erro; não há ninguém que possa salvá-la.”
A chave para entender o Livro de Revelação está nas Escrituras do Primeiro Testamento. Tentar entendê-lo sem esse contexto, leva às interpretações equivocadas, pautadas na visão ocidental e na cultura grego-romana. Veja as semelhanças nos textos:
Yesha’yahu 47:7
“Continuarei sempre sendo a rainha eterna!”
Revelação 18:7
“Estou sentada como rainha.”
Yesha’yahu 47:8
“Jamais ficarei viúva nem sofrerei a perda de filhos”
Revelação 18:7
“Viúva, não sou”
Yesha’yahu 47:9
“a despeito de suas muitas feitiçarias e de todas as suas poderosas palavras de encantamento”
Revelação 18:23
“Todas as nações foram seduzidas por suas feitiçarias.”
Yesha’yahu 47:9 e 11
“...acontecerão a você num mesmo instante, num único dia... uma catástrofe que você não pode prever cairá repentinamente sobre você.”
Revelação 18:8
“Por isso, em um só dia, sobrevirão os seus flagelos”
Yesha’yahu 47:14
“o fogo os consumirá. Eles não podem nem mesmo salvar-se do poder das chamas”
Revelação 18:8
“e “será consumida no fogo”
Yesha’yahu 47:15
“com quem teve negócios escusos desde a infância”
Revelação 18:3
“e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias.”

O Senhor YHWH se manifesta de forma plural, tanto nos atributos masculinos (Pai e Filho) como nos femininos (a Ruach Ha’Kódesh). O Senhor é completo em seus atributos, por isso quando ele criou o ser humano, a sua imagem, os criou Macho e Fêmea. Mas a Rainha dos Céus buscou remover a idéia de que o Eterno também tem os atributos de uma Mãe, para que ela assumisse esses atributos de Mãe. Portanto, usar a tradução do termo feminino Ruach Ha’Kódesh para um termo masculino foi muito conveniente.
A Ruach Ha’Kódesh e a figura feminina do gerar a antiga criação:
Gênesis 1:2 “A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e a Ruach Ha’Elohim pairava por sobre as águas”
Jó 33:4 “A Ruach Ha’Elohim me fez, e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida.”
A Ruach Ha’Kódesh e a figura feminina do gerar o corpo físico para o Messias:
MatitiYahu 1:20 “Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um Mal’ach [anjo] de YHWH, dizendo: Yosef, filho de David, não temas receber Miriyam, tua mulher, porque o que nela foi gerado é da Ruach haKódesh.”
Lucas 1:34-35 “E disse Miriyam ao Mal’ach [anjo]: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E, respondendo o Mal’ach [anjo], disse-lhe: Descerá sobre ti a Ruach Ha’Kódesh, e a virtude do Ha’Elyon te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Kadosh, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Elohim. ”
A Ruach Ha’Kódesh e a figura feminina do gerar a nova criatura:
Yochanan 3:5 “Respondeu Yahushua: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e da Ruach não pode entrar no reino de Elohim.”
Tito 3:5 “...ele nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação da Ruach Ha’Kódesh.”
A Ruach Ha’Kódesh e a ação no ventre materno:
Lucas 1:15 “Porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio da Ruach Ha’Kódesh, já desde o ventre de sua mãe.”
A Ruach Ha’Kódesh se a manifestou fisicamente na forma feminina de uma ave: uma pomba, e não um pombo:
Lucas 3:22 “e a Ruach haKódesh desceu sobre ele em forma corpórea como uma pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo. ”
A Ruach Ha’Kódesh e a sensibilidade feminina:
Efésios 4:30 “E não entristeçais a Ruach Ha’Elohim, na qual fostes selados para o dia da redenção.”
Matiti’Yahu 12:31-32 “Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra a Ruach não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra a Ruach Ha’Kódesh, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir.”
Romanos 8:26 “Também a Ruach, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas a mesmo Ruach intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.”
A Ruach Ha’Kódesh e a figura da mãe judia no ensinar os filhos no Caminho do Senhor:
Yochanan 14:26 “Mas a Consoladora, a Ruach Ha’Kódesh, a quem o Pai enviará em meu nome, essa vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.”
Yesha’Yahu 66:13 “Como a alguém que sua mãe consola, assim Eu vos consolarei; e em Yerushalayim vós sereis consolados.”
É claro que o YHWH não é homem ou mulher, mas o que foi exposto é que YHWH possui os atributos completos de uma família: Pai, Mãe e Filho, e por isso criou a família. Não é necessário um ídolo romano, denominado Maria Mãe de Deus, para completar o Eterno.
É um confronto à Rainha dos Céus voltarmos a chamar a Ruach Ha’Kódesh com o correto entendimento. O Principado de Roma quer destruir a família e confundir os atributos masculinos e femininos, a partir do entendimento doutrinário deturpado das manifestações do Eterno. Como tratar a questão da sexualidade humana sem primeiro fechar essa brecha? Como alcançaremos maiores vitórias na guerra espiritual contra esse Principado sem corrigirmos a forma de entender e invocar a Ruach Há’Kadosh?    
O ídolo Diana (em Roma) ou Artêmis (na Grécia), da mitologia, é uma representação da Rainha do Céu, e traz a necessidade de grandeza da “Babilônia, A Grande”, expressa pelos seus fiéis que gritavam: “Grande é a Diana dos efésios!”
Atos 19:28-32 “Ouvindo isto, encheram-se de furor e clamavam: Grande é a Diana dos efésios!... Quando, porém, reconheceram que ele era judeu, todos, a uma voz, gritaram por espaço de quase duas horas: Grande é a Diana dos efésios!
Portanto busque se libertar da necessidade de grandeza, de ser chamado ou de chamar outros de grande, procure a humildade e cuidado com palavras bajuladoras.
Yirmi’Yahu registra que israelitas caíram em idolatria e adoraram a “rainha do céu”, título dado à Isthar, ídolo babilônico:
Yirmi’Yahu/Jeremias 7:8 “Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres preparam a massa, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros elohim, para me provocarem à ira.”
A “rainha do céu”, em muitas de suas representações, traz uma cobertura sobre a cabeça, até mesmo em forma de véu. Preferi não incluir neste livro as imagens destes ídolos femininos. Caso o leitor deseje pesquisar, poderá encontrar várias ilustrações da rainha do céu na internet, nas diversas representações: Virgem Maria (santa católica comumente com manto azul e véu branco), Isis (cabeça coberta com algo semelhante a um capacete adornado de penas, com chifres de uma vaca e um disco solar entre eles), Isthar, Semiramis, Devaki amamentando Krishna com véu (na Índia), Diana/Artemis (com cobertura de uma torre). 
Por que a “rainha do céu” usa a cobertura da cabeça? Ela sabe da importância espiritual da cobertura/véu e usurpa para si. A rainha do céu, em sua representação mais adorada, como Virgem Maria, requer de suas sacerdotisas (as freiras) o uso do véu. Embora as demais mulheres católicas estejam dispensadas em usarem o véu, embora algumas ainda mantenham o uso, principalmente diante do Papa.
Mas há uma profecia que possui uma ordem de que o véu da Virgem Babilônia seja tirado, e venha a ser exposta a sua vergonha:
Yesha’Yahu 47:1-3 “Desça, sente-se no pó, Virgem cidade de Babilônia; sente-se no chão sem um trono, Filha dos babilônios. Você não será mais chamada mimosa e delicada. Apanhe pedras de moinha e faça farinha; retire o seu véu. Levante a saia, desnude as suas pernas e atravesse os riachos. Sua nudez será exposta e sua vergonha será revelada. Eu me vingarei; não pouparei ninguém.”
O Emissário Sha’ul traz uma grande revelação sobre o uso do véu, pelas mulheres ao orarem e profetizarem. É claro que a Meretriz Bavel não quer ser confrontada neste nível de autoridade espiritual, sendo que o uso do véu na oração e profecia é um sinal de autoridade até reconhecida pelos anjos:
I Coríntios 11:3-5 “Quero, entretanto, que saibais ser o Messias o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Elohim, o cabeça de Messias. Todo homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta {velada}, desonra a sua própria cabeça. Toda mulher, porém, que ora ou profetiza com a cabeça sem véu desonra a sua própria cabeça, porque é como se a tivesse rapada.”
I Coríntios 11:3-5 “Quero, porém, que entendam que o cabeça de todo homem é Messias, e o cabeça da mulher é o homem, e o cabeça de Messias é Elohim. Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta desonra a sua cabeça; e toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça; pois é como se a tivesse rapada.”
A cabeça do homem (que representa o Messias) não deve ser coberta (com véu), pois o Messias (representado na cabeça do homem) deve ser evidenciado na oração e profecia. O homem deve destacar espiritualmente o Messias.
A cabeça da mulher (que representa o marido) deve ser coberta (com véu), pois o homem (representado na cabeça da esposa) deve ser coberto durante a oração e profecia. A mulher deve cobrir espiritualmente o marido.
Como a mulher que tem o homem como seu cabeça, trata-se da mulher casada, fica claro que a obrigação é apenas para as casadas, ficando livres as solteiras para usar ou não o véu.
I Coríntios 11:6 “Portanto, se a mulher não usa véu, nesse caso, que rape o cabelo. Mas, se lhe é vergonhoso o tosquiar-se ou rapar-se, cumpre-lhe usar véu.”
I Coríntios 11:6 “Se a mulher não cobre a cabeça, deve também cortar o cabelo; se, porém, é vergonhoso para a mulher ter o cabelo cortado ou rapado, ela deve cobrir a cabeça.”
I Cor 11:6 “Se uma mulher não se cobre com um véu, então corte o cabelo. Ora, se é vergonhoso para a mulher ter os cabelos cortados ou a cabeça rapada, então que se cubra com um véu.” Católica
I Cor 11:6 “Se a mulher não usa véu, mande raspar a cabeça! Mas se é uma vergonha para uma mulher ter o cabelo cortado ou raspado, que use o véu!” (TEB)
Para Sha’ul se a mulher não usar o véu na oração ou profecia deveria raspar o cabelo, mas como isso é vergonhoso, deveria usar o véu. Ele não diz: se a mulher não usa véu, mas usa o cabelo comprido está dispensada do véu. Ele diz que se estiver sem véu que corte o cabelo, raspe completamente, ou seja se uma mulher orar ou profetizar sem o véu, independente do tamanho do cabelo, está numa atitude de humilhação, de vergonha, como se estivesse com a cabeça raspada.
Números 6:2,5,9-11,13 e 18 “Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando alguém, seja homem seja mulher, fizer voto especial, o voto de nazireu, a fim de consagrar-se para o YHWH... Todos os dias do seu voto de nazireado não passará navalha pela cabeça; até que se cumpram os dias para os quais se consagrou ao YHWH, santo será, deixando crescer livremente a cabeleira... Se alguém vier a morrer junto a ele subitamente, e contaminar a cabeça do seu nazireado, rapará a cabeça no dia da sua purificação; ao sétimo dia, a rapará. Ao oitavo dia, trará duas rolas ou dois pombinhos ao sacerdote, à porta da tenda da congregação; o sacerdote oferecerá um como oferta pelo pecado e o outro, para holocausto; e fará expiação por ele, visto que pecou relativamente ao morto; assim, naquele mesmo dia, consagrará a sua cabeça... Esta é a lei do nazireu: no dia em que se cumprirem os dias do seu nazireado, será trazido à porta da tenda da congregação... O nazireu, à porta da tenda da congregação, rapará a cabeleira do seu nazireado, e tomá-la-á, e a porá sobre o fogo que está debaixo do sacrifício pacífico.”
O Voto de Nazireu podia ser feito por homem ou por mulher, durante todo o tempo do voto, não podiam cortar o cabelo, esta fase era vergonhoso para o homem, pois ter o cabelo crescido era humilhante para o homem, nesta fase para a mulher não era visível sua humilhação pelo voto, porém ao terminar o voto, findava a humilhação do homem, pois raspava o cabelo, e começava a humilhação para a mulher pois renunciava o cabelo para ofertá-lo ao Senhor (somente aquelas mulheres que rasparam alguma vez a cabeça sabem o quanto isto é doloroso para a alma).
I Cor 11:6 “Mas se a mulher não usa véu, que também corte fora o cabelo. Mas se é horrível a uma mulher cortar fora o cabelo ou se raspar, que use o véu.”
Sha’ul sabia bem sobre esse Voto de Nazireu, conforme textos de Atos a seguir. Por isso ele trata aqui, que a mulher orar ou profetizar sem véu é vergonhoso, como é vergonhoso raspar a cabeça. Não há nenhuma referência aqui à prostituição cultual.
Atos 18:18 “Mas Sha'ul, havendo permanecido ali ainda muitos dias, por fim, despedindo-se dos irmãos, navegou para a Síria, levando em sua companhia Priscila e Áqüila, depois de ter raspado a cabeça em Cencréia, porque tomara voto.”
Atos 21:23-24 “Faze, portanto, o que te vamos dizer: estão entre nós quatro homens que, voluntariamente, fizeram voto; toma-os, purifica-te com eles e faze a despesa necessária para que raspem a cabeça; e saberão todos que não é verdade o que se diz a teu respeito; e que, pelo contrário, andas também, tu mesmo, guardando a Torá.”
I Cor 11:4 “Todo homem que ora ou ainda profetiza com véu [m’kasay] na cabeça envergonha sua cabeça.”
O termo aramaico m’kasay significa literalmente "envolver com um véu" ou "ocultar", a proibição é ocultar a cabeça atrás de um véu. Não é uma proibição contra o uso de algo sobre a cabeça, como um chapéu, turbante ou gorro.
“Porque, na verdade, o homem não deve cobrir [velar] a cabeça, por ser ele imagem e glória de Elohim, mas a mulher é glória do homem.”
I Cor 11:7 “O homem não deve cobrir a cabeça, visto que ele é imagem e glória de Elohim; mas a mulher é glória do homem.”
I Cor 11:7 “Quanto ao homem, não deve pôr véu na cabeça...” (TEB)
O homem não deve usar véu ao profetizar ou orar, ocultando a cabeça, isso não significa que o homem não pode usar algo como chapéu durante a oração e profecia, pois o próprio Senhor ordenou que os sacerdotes trouxessem um tipo de cobertura sobre a cabeça no serviço espiritual. Logo a proibição aqui é de usar véu, e não simplesmente cobrir parte da cabeça.
Ex 28:4a “São estas as vestes que farão: um peitoral, um colete sacerdotal, um manto, uma túnica bordada, um turbante [mitsnefet] e um cinturão.”
Ex 29:8-9a “Traga os filhos dele, vista a cada um com uma túnica e um gorro [migbaá] na cabeça.”
A palavra hebraica 'migbaá' remete a algo convexo como um cálice de uma flor ou um copo.
Zacarias 3:1,3-5 “Elohim me mostrou o sumo sacerdote Yahu’shua, o qual estava diante do Anjo de YHWH, e Satã estava à mão direita dele, para se lhe opor... Ora, Yahu’shua, trajado de vestes sujas, estava diante do Anjo. Tomou este a palavra e disse aos que estavam diante dele: Tirai-lhe as vestes sujas. A Yahu’shua disse: Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniqüidade e te vestirei de finos trajes. E disse eu: ponham-lhe um turbante limpo sobre a cabeça. Puseram-lhe, pois, sobre a cabeça um turbante limpo e o vestiram com trajes próprios...”
Ex 28:40 “Faça também túnicas, cinturões e gorros para os filhos de Arão, para conferir-lhes honra e dignidade.”
LV 8:12-13 “Derramou o óleo da unção sobre a cabeça de Arão para ungi-lo e consagrá-lo. Trouxe então os filhos de Arão à frente, vestiu-os com suas túnicas e cintos, e colocou-lhes gorros, conforme o Senhor lhe havia ordenado.”
Yehezkel (Ezequiel) 44:16-19 “Só eles entrarão em meu santuário e se aproximarão da minha mesa para ministrar diante de mim e realizar o meu serviço. " ‘Quando entrarem pelas portas do pátio interno, estejam vestindo roupas de linho; não usem nenhuma veste de lã enquanto estiverem ministrando junto às portas do pátio interno ou dentro do templo. Usarão turbantes de linho na cabeça e calções de linho na cintura. Não vestirão nada que os faça transpirar. Quando saírem para o pátio externo onde fica o povo, tirarão as roupas com que estiveram ministrando e as deixarão nos quartos sagrados, e vestirão outras roupas, para que não consagrem o povo por meio de suas roupas sacerdotais.”
Moises usou véu, em uma situação específica, mas quando Moisés profetizava ao povo ele tirava o véu (entregando a palavra do Senhor) e quando entrava em oração (na presença do Senhor para falar com ele) também tirava o véu:
EX 34:29-34 “Ao descer do monte Sinai com as duas tábuas da aliança nas mãos, Moisés não sabia que o seu rosto resplandecia por ter conversado com YHWH. Quando Arão e todos os israelitas viram Moisés, com o rosto resplandecente, tiveram medo de aproximar-se dele. Ele, porém, os chamou; Arão e os líderes da comunidade atenderam, e Moisés falou com eles. Depois, todos os israelitas se aproximaram, e ele lhes transmitiu todos os mandamentos que YHWH lhe tinha dado no monte Sinai. Quando acabou de falar com eles, cobriu o rosto com um véu. Mas toda vez que entrava para estar na presença do Senhor e falar com ele, tirava o véu até sair.”
O porquê bíblico do uso do véu para as mulheres:
“Porque o homem não foi feito da mulher, e sim a mulher, do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, e sim a mulher, por causa do homem. Portanto, deve a mulher, por causa dos anjos, trazer véu na cabeça, como sinal de autoridade. No Senhor, todavia, nem a mulher é independente do homem, nem o homem, independente da mulher. Porque, como provém a mulher do homem, assim também o homem é nascido da mulher; e tudo vem de Elohim.”
“Pois o homem não se originou da mulher, mas a mulher do homem; além disso, o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Por essa razão e por causa dos anjos, a mulher deve ter sobre a cabeça um sinal de autoridade. No Senhor, todavia, a mulher não é independente do homem, nem o homem independente da mulher. Pois, assim como a mulher proveio do homem, também o homem nasce da mulher. Mas tudo provém de Elohim.”
Aqui Sha’ul descreve o porquê do uso do véu. Ele não atribui que o uso do véu é obrigatório apenas em Corinto por motivos culturais locais, mas os argumentos utilizados remetem ao principio da criação do homem e da mulher e a razão espiritual referente aos anjos. Nada é argumentado sobre prostitutas cultuais, como sustentam alguns teólogos, argumentando que o dever de usar véu na oração e profecia, pelas mulheres, era só para as de Corinto e restrito a aquela época. Mas como a razão argumentada por Sha’ul foi espiritual e referente também aos anjos, que não seguem modismos, a obrigação continua válida. Porém, o feminismo incentiva a rebelião contra os princípios bíblicos.
Por que “por causa dos anjos”? – Pois até os serafins cobrem seus rostos diante do Senhor:
Yesha’Yahu 6:2 “Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava.”
Yesha’Yahu 6:2 “Os serafins se mantinham junto dele. Cada um deles tinha seis asas; com um par {de asas} velavam a face; com outro cobriam os pés; e, com o terceiro, voavam.” (Versão Católica)
Os querubins também possuem uma cobertura sobre a cabeça, como um firmamento:
Yehezkel (Ezequiel) 1:11,22-23“Assim eram os seus rostos. Suas asas se abriam em cima; cada ser tinha duas asas, unidas cada uma à do outro; outras duas cobriam o corpo deles... Sobre a cabeça dos seres viventes havia algo semelhante ao firmamento, como cristal brilhante que metia medo, estendido por sobre a sua cabeça. Por debaixo do firmamento, estavam estendidas as suas asas, a de um em direção à de outro; cada um tinha outras duas asas com que cobria o corpo de um e de outro lado.”
O Senhor se manifestava acima dos querubins da Arca da Aliança, e estes querubins de ouro estavam um de frente para o outro olhando para baixo, para a tampa da Arca, a Arca além de ter uma tampa, cobrindo, tinha as asas dos querubins como cobrtura de tudo:
Ex 37:9 “Os querubins tinham as asas estendidas para cima, cobrindo com elas a tampa. Estavam de frente um para o outro, com o rosto voltado para a tampa.” (NVI)
Ex 37:8-9 “Um querubim, na extremidade de uma parte, e o outro, na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório fez os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estendiam as asas por cima, cobrindo com elas o propiciatório; estavam eles de faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório.”
Outro tipo de cobertura gloriosa:
Apoc 10:1 “E vi outro anjo forte, que descia do céu, vestido de uma nuvem; e por cima da sua cabeça estava o arco celeste, e o seu rosto era como o sol, e os seus pés como colunas de fogo;”
“Julgai entre vós mesmos: é próprio que a mulher ore a Elohim sem trazer o véu? Ou não vos ensina a própria natureza ser desonroso para o homem usar cabelo comprido? E que, tratando-se da mulher, [usar o cabelo comprido] é para ela uma glória? Pois o cabelo [comprido] lhe foi dado em lugar de mantilha. Contudo, se alguém quer ser contencioso, saiba que nós não temos tal costume, nem as igrejas de Elohim.”
“Julguem entre vocês mesmos: é apropriado a uma mulher orar a Elohim com a cabeça descoberta? A própria natureza das coisas não lhes ensina que é uma desonra para o homem ter cabelo comprido, e que o cabelo comprido é uma glória para a mulher? Pois o cabelo comprido foi lhe dado como manto. Mas se alguém quiser fazer polêmica a esse respeito, nós não temos esse costume, nem as igrejas de Elohim.”
O texto aproveita pra tratar sobre o tamanho do cabelo, que para o homem ter cabelo comprido é vergonhoso e para a mulher é uma glória. Mas “é próprio que a mulher ore a Elohim sem trazer o véu?” claro que a resposta é Não! Mas o cabelo comprido foi dado à semelhança de um manto, e não como substituto do véu. Pois se o cabelo comprido substituísse o véu todo o argumento anterior de Sha’ul iria por água abaixo. O cabelo comprido deve ser usado de forma parecida ao manto, mas mesmo assim a mulher não deve orar e profetizar com a cabeça descoberta, independente do tamanho do cabelo.
Uma versão católica traz que o cabelo comprido foi dado COMO (ou seja, similar/ parecido ao) véu, e não em substituição do véu:
I Cor 11:14-15 “A natureza mesma não vos ensina que é desonroso para o homem trazer cabelos compridos, ao passo que, para a mulher, é glória ter longa cabeleira, porque a cabeleira lhe foi dada como véu?” (Bíblia de Jerusalém)
I Cor 11:14-15 “A própria natureza não vos ensina que é uma desonra para o homem usar cabelo comprido? Ao passo que é glória para a mulher uma longa cabeleira, porque lhe foi dada como um véu.” Católica
I Cor 11:15 “Ao passo que é uma glória para a mulher, pois a cabeleira lhe foi dada à maneira de véu.” (TEB)
Existe tradução que confunde ainda mais o povo:
I Cor 11:15 “Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu.”
Levando alguns a entender que se o cabelo foi dado em lugar de véu, o véu não é necessário. Mas Sha’ul disse antes, que se a mulher orasse ou profetizasse sem o véu, deveria cortar o cabelo, e não se o cabelo fosse comprido estava tudo bem.
As mulheres judias tinham cabelo comprido e mesmo assim usavam véu nas atividades religiosas. Se para o Senhor o cabelo comprido dispensasse o véu, as judias do tempo do Messias não usariam véu.
Existem denominações que interpretam que o cabelo comprido substitui o véu, por usar o texto mal traduzido, e fora do contexto, desconsiderando todo o texto anterior. Mas se o cabelo comprido tivesse sido dado para ser usado substituindo o véu, deveria ser usado à maneira do véu, na forma de véu, ou seja, solto durante a oração e profecia. Mas as mesmas denominações, que interpretam assim, acham correto a mulher orar ou profetizar com o cabelo enrolado em forma de coque, ou seja, com a nuca despida, pior que a mulher que tem o cabelo curto.
Mas sabemos que o texto bíblico no original não diz que o cabelo comprido elimina o véu na oração, mesmo que seja usado solto.
Vemos que o Emissário Sha’ul se incomoda tanto com a questão da cobertura da cabeça da mulher (o véu) na oração e profecia, que trata desse assunto até em carta. Por que os que defendem a doutrina de que o cabelo comprido substitui o véu, ou seja, que o cabelo comprido deve ser usado do mesmo modo que o véu, eliminando de vez o uso do véu, por que não se incomodam em ver as mulheres em suas igrejas orando e profetizando sem usar o cabelo comprido de forma igual ao véu, ou seja, solto? Por que acham natural o cabelo preso, enrolado, desnudando a nuca, aparentando mais curto que o de uma mulher que usa o cabelo solto na altura dos ombros? Eles não escrevem sobre isso, nem confrontam tal situação durante suas pregações e cultos. Porque no fundo tratam tal assunto com desdém, ou totalmente deixam-no de lado, como se não tivesse importância.
Mas sabemos que o cabelo comprido não deve anular o uso do véu nas orações e profecias, mas deve ser usado solto como um manto, ou seja debaixo do véu. Pois o manto ficava justamente debaixo do véu, em contraponto ao véu, em lugar oposto ao véu, o véu em cima e o manto em baixo. “Pois o cabelo comprido lhe foi dado no lugar do manto.” A expressão no aramaico “no lugar” significa "para o lugar onde fica" e não "em substituição a", ou seja, “no lugar” é onde o cabelo deve ficar.
Se o cabelo tivesse que ser usado comprido, semelhante a um véu, substituindo o véu, como fariam as mulheres afro-descendentes, que possuíam cabelos com estruturas não lisas, sem os alisamentos de hoje? Pois existem s cabelos de estruturas curtas que não conseguem ter um fio longo?
Quando Tamar se disfarçou de prostituta ela pôs o véu, logo não podemos argumentar que não havia prostitutas que usassem o véu. Mesmo ela com véu Yehudá (Judá) pensa que é uma prostituta, logo o fato de uma mulher estar com o véu não descartaria de ser uma prostituta:
Gênesis 38:13-15 “Quando foi dito a Tamar: "Seu sogro está a caminho de Timna para tosquiar suas ovelhas", ela trocou suas roupas de viúva, cobriu-se com um véu para se disfarçar e foi sentar-se à entrada de Enaim, que fica no caminho de Timna. Ela fez isso porque viu que, embora Selá já fosse crescido, ela não lhe tinha sido dada em casamento. Quando a viu, Yehudá [Judá] pensou que fosse uma prostituta, porque ela havia encoberto o rosto.”
O texsto a seguir mostra que a mulher casada usava o véu ao ir ao Mishkan (Tabernáculo), que é um local de oração, e teria que retirar o véu caso tivesse que ser examinada pelo sacerdote em caso de estar sendo acusada de provável adultério:
Bamidbar/Números 5:16-18 "E o cohen a fará chegar, e a porá perante a face de YHWH. E o cohen tomará água santa num vaso de barro; também tomará o sacerdote do pó que houver no chão do tabernáculo, e o deitará na água. Então o cohen apresentará a mulher perante YHWH, e descobrirá a cabeça da mulher; e a oferta memorativa, que é a oferta por ciúmes, porá sobre as suas mãos, e a água amarga, que traz consigo a maldição, estará na mão do sacerdote."
Mas no dia a dia não era obrigatório o uso do véu. O texto de Yochanan a seguir, mostra que Miriyam, irmã de El'azar (Lázaro), mulher descente, durante o jantar, em casa, enxugou os pés de Yahu’shua com os cabelos (não com o véu), logo, seus cabelos estavam à mostra.
Yochanan 12:3 "Então Miriyam, tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Yahu’shua, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do ungüento."
Alguns interpretam que o uso do véu para as mulheres casadas:
a)    É dever apenas na reunião coletiva, na Kehilá, local de oração e profecia.
b)    Outros que o uso só é obrigatório no momento exato em que a mulher for orar ou profetizar para a congregação, e que não se refere às suas orações pessoais em silêncio na congregação ou em casa.
c)    Outros crêem que independente de onde quer que a mulher ore ou profetize, para si ou pelos outros, verbalmente ou em silêncio, caso seja uma ação solene deve usar o véu, sendo apenas dispensado para a comunhão contínua com o Senhor, no qual a todo tempo se estar se relacionando com ele. Entende-se que orar e profetizar descrito no texto refere-se ao ato solene e específico. E que num caso de urgência em que a mulher esteja desprovida de véu e necessite orar ou profetizar solenemente, deve fazê-lo como exceção, pois a Bíblia relata outras atitudes tomadas como exceção em caso de necessidade. Ou seja a mulher vai se humilhar (como se estivesse com a cabeça raspada) por um motivo específico.
Creio que o mais prudente é esta ultima interpretação (c).