Durante os últimos anos, tive que ser trabalhado aos poucos pelo Senhor para rever a teologia que aprendi, e neste Blog estarei expondo as novas perspectivas aprendidas. Não foi fácil para mim romper com paradigmas tão profundamente enraizados, por isso, entendo que outros terão dificuldades também, e até inicialmente descordarão de muitos pontos, o que é natural. Apenas peço que busquem ao Senhor e não se fechem no próprio entendimento. As dúvidas e críticas construtivas poderão ser enviadas para o email: efatah7@gmail.com.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Desmascarando Bavel - Capítulos 20 a 24

Os discípulos estavam com o foco no Comprar, mas para Yahu’shua a ênfase é dar:
MC 6:35-37 “Em declinando a tarde, vieram os discípulos a Yahu’shua e lhe disseram: É deserto este lugar, e já avançada a hora; despede-os para que, passando pelos campos ao redor e pelas aldeias, comprem para si o que comer. Porém ele lhes respondeu: Dai-lhes vós mesmos de comer. Disseram-lhe: Iremos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer?”
MT 14: 15-16 “E, sendo chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas aldeias, e comprem comida para si. Yahu’shua, porém, lhes disse: Não é mister que vão; dai-lhes vós de comer.”
Lc 9:13 “Ele, porém, lhes disse: Dai-lhes vós mesmos de comer. Responderam eles: Não temos mais que cinco pães e dois peixes, salvo se nós mesmos formos comprar comida para todo este povo.”
Yochanan 6:7 “Então, Yahushua, erguendo os olhos e vendo que grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pães para lhes dar a comer? Mas dizia isto para o experimentar; porque ele bem sabia o que estava para fazer. Respondeu-lhe Filipe: Não lhes bastariam duzentos denários de pão, para receber cada um o seu pedaço.”
Vemos que a preocupação dos discípulos era o comprar, e por isso, para experimentá-los o Messias o pergunta  “Onde compraremos...? Mas dizia isto para o experimentar”, para dar a eles uma lição: o milagre do doar e repartir, e não o de comprar. O jovem doou seu lanche (pães e peixes), e o Messias dividiu em pedaços e os discípulos repartiram entre o povo, e o milagre aconteceu. Esta foi a lição: Doar, Dividir e Repartir.
O verdadeiro amor é demonstrado pelo dar, desde coisas simples até coisas caras. O Messias observa se nós somos doadores ou apenas religiosos:
Lucas 7:44-47 “E, voltando-se para a mulher, disse a Shimon: Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; esta, porém, regou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Não me deste ósculo; ela, entretanto, desde que entrei não cessa de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta, com bálsamo, ungiu os meus pés. Por isso, te digo: perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama.”
Por que o Messias disse: “porque ela muito amou”? Como ela demonstrou esse amor? Dando lágrimas, beijos e bálsamo. O Senhor confrontou o religioso Shimon, por que ele não deu. Não precisa a pessoa se tornar rica para depois dar, ela deve exercer o dar nas coisas simples que tem.
Muitos desejam levar as pessoas ao Messias (através de pregações, testemunhos, congressos, conferências, músicas, etc.) mas querem ganhar dinheiro com isso. Foi o que Yehudá (Judas) fez, levou as pessoas ao Messias, mas cobrou por isso. Entretanto, no final ele viu que isso consistiu em pecado gravíssimo.
Lucas 22:3-5 “Ora, Satã entrou em Yehudá, de K’riot, [Judas Iscariotes] que era um dos doze. Este foi entender-se com os principais sacerdotes e os capitães sobre como lhes entregaria a Yehu’shua; então, eles se alegraram e combinaram em lhe dar dinheiro.”
Por fim, os que hoje seguem pelo mesmo caminho de Yehudá (Judas), deixaram Mamom entrar no coração e “estão executando no madeiro para si mesmos o Filho de Elohim e expondo-o à ignomínia” Hebreus 6:6.
Embora muitas pregações incentivem a busca desenfreada pelo dinheiro e o ficar rico, Sha’ul advertia:
I Tm 6:7-10 “Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.”
A esposa na relação sexual com o esposo doa-se a ele, e lhe dar prazer. Por ter se doado no casamento, o corpo da esposa é do marido, e vice-versa. A prostituta, ao contrário, vende o corpo, quem deita com ela recebe prazer, mas tem que pagar por aquele momento de alegria.
A Religião se torna também Prostituta quando negocia com o Corpo, e para os fiéis se alegrarem e terem um pouco de prazer devem pagar o ingresso, a inscrição e etc. Como vimos em Revelação 17 e 18 Bavel, A Prostituta, fica mais rica e luxuosa, vai aos Mercadores e compra produtos para manter seu luxo e os Mercadores se alegram com a Prostituta, pois o dinheiro que os reis gastam com ela acaba parando na mão deles, os Comerciantes da Fé.
Muitos ao se depararem com esta verdade acabam confrontando as prostitutas espirituais que cobram muito caro (os grandes ministérios e os grandes ministros que se prestam a isso). Mas, como no mundo físico existem até prostitutas que cobram pouco, no mundo espiritual existem prostitutas espirituais que, como dizem, “cobram baratinho” pelos ingressos, inscrições para eventos religiosos. Alguns organizadores se defendem dizendo que “é só pra suprir as necessidades”, outros até diriam que seria “uma boa ação se prostituir com estas prostituas necessitadas, pois seria praticamente uma ação social”, elas representam alguns dos pequenos ministérios e ministros que lançam mão do mesmo princípio de Bavel. Mas não devemos ser cúmplices em seus pecados, mesmo um preço simbólico para participar de um evento religioso não deixa de ser transgressão, nem se quer se “deitar” com a prostituta por um quilo de alimento, ou seja, pagar a entrada de um evento religioso com “apenas um quilo de alimento”.
Nesse mundo espiritual de Bavel, existem alguns “aliciadores espirituais”, donos de gravadores, editoras e etc. de cunho religioso, que se aproveitam dos dons artísticos de alguns irmãos na fé, para explorá-los para que vendam coisas espirituais como o louvor, a adoração, a pregação e os testemunhos.
Há muitas pessoas sérias e sinceras que estão nestas práticas, por falta de conhecimento, por estarem enganadas, se você é uma delas, busque ao Senhor para saber como sair desta prisão. Caso conheça pessoalmente alguém que está enredado nesse laço, não critique a pessoa, aborde o assunto com oração e amor, pois amamos as pessoas e abominamos o pecado. 
Se você possui uma gravadora ou editora, e busca divulgar a Palavra do Senhor cobrando bem pouco, busque repassar tudo apenas pelo preço de custo ou até fazer doações. E tenha para seu sustento outro ramo que não seja o mercadejar da fé. Se o Senhor já começou a preparar o seu coração, deixo-o completar. Quem sabe ele levantará parceiros para através de doações custearem a produção de foram a tornar a distribuição gratuita. Por exemplo, há muito tempo existem grupos que distribuem o Novo Testamento sem cobrar por isso. É possível fazermos uma verdadeira revolução.   
Talvez você esteja se perguntando: “Será que quem desfruta do dinheiro sujo do mercadejar da fé irá aceitar tais palavras e renunciar o pecado?” Creio que haverá muita guerra, mas é possível que alguns consigam passar pelo “buraco da agulha”, outros até já passaram. Para sair da prostituição é necessário um trabalho profundo de libertação, imagine da prostituição espiritual, só com muito jejum e oração. Estamos dispostos a isso, por nós e pelos outros?
São muitos religiosos que estão se aventurando na política, alguns com boas intenções, tendo uma genuína vocação política, um excelente projeto político para o bem da sociedade e ideais corretos, mas há outros a fim de ganhar os salários e regalias do cargo político, a custos dos votos dos irmãos, dizendo que estão querendo trazer conserto para a nação, combater a prostituição, mas o que muitos têm é sede de poder. Entretanto o conserto deve começar na vida deles e na kehilá, saindo da prostituição de Bavel. Quando a kehilá for verdadeiramente luz e sal, a sociedade será impactada.
Atos relata que um homem chamado Shimon (Simão), vindo da feitiçaria, não havia passado por uma genuína conversão: Atos 8:9-10 “Um homem chamado Shimon vinha praticando feitiçaria durante algum tempo naquela cidade, impressionando todo o povo de Shomeron. Ele se dizia muito importante, e todo o povo, do mais simples ao mais rico, dava-lhe atenção e exclamava: "Este homem é o poder divino conhecido como Grande Poder".” Na feitiçaria é comum o mercadejar, negociar com o dom, ganhar dinheiro e prestígio com o dom, o feiticeiro se vicia com o poder e com a fama.
Shimon se sentia importante, e tinha a atenção do povo, que o elogiava. A síndrome da Babilônia, A Grande, estava em seu coração, ele era “conhecido como Grande Poder”. Hoje, muitos dos que se acham ou são chamados de Grandes pregadores e cantores religiosos estão nestas mesmas cadeias, nas quais Shimon estava “preso pelo pecado”, viciados pela fama e pelo encantamento do poder.
Atos 8:18-23 “Vendo Shimon que a Ruach era dada com a imposição das mãos dos Emissários (Sh’lichim), ofereceu-lhes dinheiro e disse: "Dêem-me também este poder, para que a pessoa sobre quem eu impuser as mãos receba a Ruach HaKódesh". Kefa respondeu: "Pereça com você o seu dinheiro! Você pensa que pode comprar o dom de Elohim com dinheiro? Você não tem parte nem direito algum neste ministério, porque o seu coração não é reto diante de Elohim. Arrependa-se dessa maldade e ore ao Senhor. Talvez ele lhe perdoe tal pensamento do seu coração, pois vejo que você está cheio de amargura e preso pelo pecado".”
Aparentemente Shimon queria apenas fazer a obra do Senhor, disse que queria ter a unção e o poder para fazer com que outras pessoas recebessem a Ruach Ha'kódesh, porem queria envolver dinheiro nessas coisas espirituais. Os feiticeiros negociam o dom como algo natural. Hoje os mercadores da fé (que negociam com o louvor, a adoração, a Palavra, os testemunhos de cura, as profecias e as adivinhações) estão também com o coração contaminado, pois o “coração não é reto diante de Elohim”. Como Shimon, eles ainda estão no espírito da feitiçaria e não têm “parte nem direito algum neste ministério”. Para serem libertos é necessário arrependimento e oração, como foi dito a Shimon: “Arrependa-se dessa maldade e ore”, para não acabarem perecendo junto com o dinheiro.
Hoje vemos muitos do Clero (“pastores” e “apóstolos”) ostentando ouro, prata, finanças e bens, porém o Emissário Kefa vivia modestamente:
Atos 3:6-7 “E disse Kefa: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em Nome de Yahu’shua Há’Mashiach de Natseret, levanta-te e anda. E, tomando-o pela mão direita, o levantou, e logo os seus pés e artelhos se firmaram.”
Atos 3:6 BLH “Não tenho nenhum dinheiro, mas o que tenho eu lhe dou...”
O dinheiro não curava a paralisia, mas o Nome de Yahu’shua o curou.
O Senhor também nos ensina que devemos ter critérios no exercitar o DAR, valorizar as coisas espirituais avaliando a quem dar:
MT 7:6-15 “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem. Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem? Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Torá e os Profetas. Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela. Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores.”
O foco de muitos está no comprar e vender, e não no DAR, são poucos os que entram pela porta estreita. O consumismo é uma das pregações dos falsos profetas, disfarçado de pregação sobre prosperidade. É estratégia do Diabo substituir nomes de pecados por termos mais sutis. Os falsos profetas só defendem o dar quando se referem a dízimos e ofertas, de onde tiram a gordura e a lã das ovelhas, estão disfarçados de ovelhas mas para o Senhor “são lobos roubadores”.
O verso: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Torá e os Profetas.” Indica que o resumo da Torá e dos Profetas é fazer o bem aos homens, e não usar a espiritualidade para lucrar sobre eles.
É da natureza amorosa do Pai dar coisas boas, e por isso, até mesmos nos eventos em que há o mercadejar, o Senhor, pela sua misericórdia, acabam abençoando algumas pessoas, que possuem fé sincera e encontram-se na ignorância. Yahu’shua em Matiti’yahu 5:44-45 ordenou: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos.” Mas isso não é motivo para permanecer em desobediência.

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