Durante os últimos anos, tive que ser trabalhado aos poucos pelo Senhor para rever a teologia que aprendi, e neste Blog estarei expondo as novas perspectivas aprendidas. Não foi fácil para mim romper com paradigmas tão profundamente enraizados, por isso, entendo que outros terão dificuldades também, e até inicialmente descordarão de muitos pontos, o que é natural. Apenas peço que busquem ao Senhor e não se fechem no próprio entendimento. As dúvidas e críticas construtivas poderão ser enviadas para o email: efatah7@gmail.com.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Desmascarando Bavel - Capítulos 31 a 33

Diante do que foi dito, conclui-se que a Babilônia é um sistema espiritual religioso que:
a)    Abrange os sistemas religiosos e mistura verdades bíblicas com a mentira.
b)    Busca se passar como Israel Espiritual, mas se opõe a Torá, praticando até o que as Escrituras chamam de abominações.
c)    Mercadeja com as coisas religiosas. Mercadeja o louvor, a adoração, os testemunhos de cura, os ídolos, as atividades religiosas, os artigos do altar, a vida das ovelhas, etc.
d)    Possui alianças com os governantes políticos (reis da terra), porém, esta aliança não é aprovada pelo Senhor, mas é construída através de conchavos políticos, uma aliança de prostituição.
e)    Vangloria-se pela prosperidade aqui na terra, deleita-se em coisas materiais, roupas luxuosas e jóias.
f)     É sincrético e com grande poder de adaptação, não segue o padrão da Palavra, mas molda-se a cada cultura.
g)    É baseado em manipulação e controle.
h)    É dominado pelo principado da Rainha dos Céus.
i)      Tem como cidade religiosa sobre a qual estava montada: Roma, por isso, muitos a associarem exclusivamente à Igreja Romana, embora a Babilônia a englobe, mas é muito maior que ela, abrangendo todas as diversas práticas espirituais contrárias à Palavra. Babilônia vem gerando desde Babel as diversas práticas pagãs, e desde a Torre de Bavel se espalhou pelo mundo, logo os demais sistemas religiosos pagãos fundados são filhas da Babilônia, são as Meretrizes. Roma era o novo reino no período de Yochanan e passou a representar esse sistema, porém de Roma também nascerem diversas filhas, diversas outras religiões com muitas de suas doutrinas misturadas. Mas o comando do Senhor é sair de Babilônia, sair de Roma e voltar para Yerushalayim.  
Dentro deste sistema religioso os seguidores da Babilônia são mercadores da fé e estes trazem marcas semelhantes a ela. Devemos analisar as nossas crenças, valores e atitudes, e verificar em que área da nossa vida estamos cativos na Babilônia Espiritual, sair dela e produzir frutos dignos de arrependimento.
Mesmo sabendo que o Senhor condena o mercadejar de fé, muitos ministérios são mantidos com recursos deste sistema prostituído, embora as Escrituras condenem este princípio espiritual maligno:
Deuteronômio 23:17-18 “Das filhas de Israel não haverá quem se prostitua no serviço do templo, nem dos filhos de Israel haverá quem o faça. Não trarás salário de prostituição nem preço de sodomita à Casa de YHWH, teu Elohim, por qualquer voto; porque uma e outra coisa são igualmente abomináveis ao YHWH, teu Elohim.”
Deuteronômio 23:17-18 “Nenhum israelita, homem ou mulher, poderá tornar-se prostituto cultual. Não tragam ao santuário de YHWH, do seu Elohim, os ganhos de uma prostituta ou de um prostituto, a fim de pagar algum voto, pois YHWH, o seu Elohim, por ambos têm repugnância.”
Hoje quem mercadeja no serviço religioso são prostitutas e sodomitas espirituais, e quem aceita o dinheiro destes mercadores da fé, no ministério, estão igualmente em pecado.
Também a marca da Besta está associada a Comprar e Vender, enquanto que o exemplo do Senhor é dar e repartir, como veremos no capítulo 3.5 deste livro.
Revelação 13:16-17 “A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.”
Há ministros da religião que além de ganhar gordos salários abrem empresas para produzir materiais religiosos e vendê-los, assim, ganham muito mais. Fazem dos locais de pregação como meio de propaganda para anunciar seus produtos religiosos (Livros, DVD’s, CD’s, etc.). 
Vimos em Guiliana/Revelação que essa Meretriz Bavel é relatada com os seguintes elementos: Mulher/Mãe que está num deserto, aliada a um monstro. Ela é uma clara oposição a Israel, representada em Revelação, capítulo 12, como um mulher/mãe (pois deu a luz) que se refugiou no deserto, porém diferentemente de Bavel não se aliou ao monstro/Dragão:
Revelação 12:13,14 e 17 “E, quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho homem. E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto... E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Elohim, e têm o testemunho de Yahushua Ha’Mashiach.”
Esse sistema se coloca como o Israel de Elohim, defende a teologia da substituição, não entende que:
a)    A Oliveira já existia, era e continua sendo Israel (Romanos 11)
b)    Os ramos rebeldes sempre eram arrancados, como aconteceu com Korach (Coré) e seus filhos.
c)    Os ramos de fora, que abraçam a fé, sempre eram enxertados nela, como Rut (Rute) e Rachav (Raabe).
d)    E que com a vinda do Messias, o fato de permanecer nela, ser arrancado ou enxertado passou a ser através da fé nele, mas não foi criada outra Oliveira.
Não foi criado um outro povo Israel, mas os gentios que abraçaram a fé entraram em Israel, quebrou a parede de separação: Rm 11:25 “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios.”
Ef 2:11-14 “Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas, naquele tempo, estáveis sem o Messias, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Elohim no mundo. Mas, agora, em Yahu’shua Ha'Masciach, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue do Messias. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos [judeus e gentios] fez um; derribando a parede da separação que estava no meio.”
O Israel de Elohim, sempre existiu, desde que o Senhor formou Israel, sempre existiu um povo dentro do povo, um Israel de Elorim dentro do Israel físico, “Pois nem todos os que são de Israel, são israelitas.” O Israel de Elohim sempre foi composto apenas dos fiéis, quer naturais ou enxertados, frutos da promessa do Senhor.
Romanos 9:3-6 “Pois eu mesmo desejaria ser anátema, separado do Messias, por amor de meus irmãos, meus compatriotas segundo a carne, os quais são israelitas; de quem é a adoção, a Shechiná, as alianças, a promulgação da Torá, o culto a Elohim e as promessas; de quem são os patriarcas, e de quem descende o Messias segundo a carne, o qual é sobre todas as coisas, Elohim bendito para sempre. Amém. Porém não é como se a palavra de Elohim haja falhado. Pois nem todos os que são de Israel, são israelitas.”
A nova aliança foi feita com a Casa de Israel, os gentios que abraçaram a fé foram enxertados, e esta Nova aliança capacita o povo de Elohim a cumprirem a Torá.
Hebreus 8:8-10 “E, de fato, repreendendo-os, diz: Eis aí vêm dias, diz YHWH, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Yehudá, não segundo a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os conduzir até fora da terra do Egito; pois eles não continuaram na minha aliança, e eu não atentei para eles, diz YHWH. Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz YHWH: na sua mente imprimirei a minha Torá, também sobre o seu coração a inscreverei; e eu serei o seu Elohim, e eles serão o meu povo.”
Muitos falam da nova aliança, mas qual é essa nova aliança, em que consiste: “Porque esta é a aliança que firmarei... diz YHWH: na sua mente imprimirei a minha Torá, também sobre o seu coração a inscreverei; e eu serei o seu Elohim, e eles serão o meu povo.” A Nova Aliança é escrever no coração e na mente da Torá, uma obediência não para ser salvo, mas por amor.
No livro de Amós, está a profecia de que o Senhor espalharia o povo de Israel entre as nações, mas o Senhor restauraria o tabernáculo de David trazendo seu povo de volta a sua terra, e agregando ao povo de Israel os gentios que invocassem o seu Nome, ou seja, que se convertessem a Ele:
Amós 9:8-15 “Eis que os olhos de YHWH Elohim estão contra este reino pecador, e eu o destruirei de sobre a face da terra; mas não destruirei de todo a casa de Ya’akov, diz YHWH. Porque eis que darei ordens e sacudirei a Casa de Israel entre todas as nações, assim como se sacode trigo na peneira, sem que caia na terra um só grão... Naquele dia, levantarei o tabernáculo caído de David, repararei as suas brechas; e, levantando-o das suas ruínas, restaurá-lo-ei como fora nos dias da antiguidade; para que conquistem o remanescente de Edom e todas as nações que são chamadas pelo meu Nome, diz YHWH, que faz estas coisas... Trarei de volta Israel, o meu povo exilado, eles reconstruirão as cidades em ruínas e nelas viverão. Plantarão vinhas e beberão do seu vinho; cultivarão pomares e comerão do seu fruto. Plantarei Israel em sua própria terra, para nunca mais ser desarraigado da terra que lhe dei, diz YHWH, o seu Elohim .”
Ya’akov (Tiago), sabendo disso, mostrou que os gentios que estavam se convertendo através da fé no Mashiach Yahu’shua fazia parte desta profecia antiga. O Senhor não veio criar outro tabernáculo, mas veio restaurar o tabernáculo caído de David. Porém muitos hoje nem sabe o verdadeiro significado da profecia de Amós, citada também em Atos por Ya’akov.
Atos 15:14-18 “Shimon nos expôs como Elohim, no princípio, voltou-se para os gentios a fim de reunir dentre as nações um povo para o seu Nome. Concordam com isso as palavras dos profetas, conforme está escrito: ‘Depois disso voltarei e reconstruirei o tabernáculo caído de David. Reedificarei as suas ruínas, e a restaurarei, para que o restante dos homens busque YHWH, e todos os gentios sobre os quais tem sido invocado o meu Nome, diz YHWH, que faz estas coisas’ conhecidas desde os tempos antigos.”
A teologia da substituição deturpa as profecias e cria um gama de doutrinas derivadas, também equivocadas, em que as bênçãos das profecias dirigidas a Israel se referem à Igreja e os juízos à nação de Israel, um absurdo de interpretação. Como o objetivo deste livro não é o de tratar especificamente sobre esse assunto, o leitor deve pesquisar mais sobre ele.
Mesmo querendo se colocar como sacerdotisa espiritual, Bavel em vez de ter na testa um texto como o da coroa do Kohen Hagadol (sumo sacerdote): Ex 39:30 “Também fizeram de ouro puro a lâmina da coroa kódesh e, nela, gravaram à maneira de gravuras de sinete: Kódesh a YHWH.” Bavel possuí um texto oposto a kódesh: “Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA”, como uma sacerdotisa de Satã.
O verso a seguir fala que Elohim é Um só, e que esse texto deveria ser colocado como sinal pro fético na fronte:
Deut 6:4-9 “Ouve, Israel, YHWH, Eloheinu, YHWH é um. Amarás, pois, YHWH, teu Elohim, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.”
Mas a Babilônia, imitadora e falsificadora, traz na fronte não o nome de YHWH, mas o seu próprio nome, a ênfase em si mesma e na pluralidade dela, multiplicada nas filhas e nas abominações. O destaque é o nome da Instituição, da mãe e das filhas: Bavel.
Este sistema em vez de crer em Um só Elohim, que se manifesta de múltiplas maneiras (Pai, Ruach e Filho), crê que são três pessoas diferentes formando um Elohim. 
A figura de uma pessoa montando um cavalo remete a habilidade de domar a única cabeça do animal e de se equilibrar diante dos seus movimentos bruscos, dos altos e baixos da montaria. Mas em Revelação 17-3-6 o autor relata uma figura ainda mais imponente: uma mulher montada sobre um monstro, o que, por si só, atribuiria a ela grande poder de sedução e controle, ainda mais quando esse monstro tem sete cabeças que, diferente de camelos e cavalos, possuem chifres. Portanto Bavel é um sistema espiritual de Grande controle, domínio e manipulação, com Grande poder de equilíbrio e adaptação. Muita dessa adaptação é conquistada pelo sincretismo e por aderir aos modismos.
Mas esta moeda tem duas faces, a outra é que, apesar desse sistema religioso parecer ser poderoso, com domínio sobre o Diabo, como se este estivesse debaixo de Bavel, sob seu controle, na verdade é o diabo que a conduz, embora ele deixe parecer o contrário. Entretanto, depois de usá-la para seus fins, a Besta derrubará e destruirá Bavel:
Revelação 17:16 “Os dez chifres que viste e a besta, esses odiarão a meretriz, e a farão devastada e despojada, e lhe comerão as carnes, e a consumirão no fogo.”
O povo de Senhor deve se retirar com urgência de Bavel e remover todo sincretismo e paganismo, e deixar toda falsa demonstração de poder sobre o Diabo. E passar a agir com a verdadeira autoridade do Messias.

Nenhum comentário:

Postar um comentário