Durante os últimos anos, tive que ser trabalhado aos poucos pelo Senhor para rever a teologia que aprendi, e neste Blog estarei expondo as novas perspectivas aprendidas. Não foi fácil para mim romper com paradigmas tão profundamente enraizados, por isso, entendo que outros terão dificuldades também, e até inicialmente descordarão de muitos pontos, o que é natural. Apenas peço que busquem ao Senhor e não se fechem no próprio entendimento. As dúvidas e críticas construtivas poderão ser enviadas para o email: efatah7@gmail.com.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Desmascarando Bavel - Capítulos 28 e 29

Vemos que no final do capítulo 18 de Revelação que outro mal'ach [anjo] aparece, e faz um ato profético, “um mal'ach [anjo] forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar, dizendo: Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca jamais será achada.” Mesmo a pedra sendo grande foi arrojada com ímpeto, pois o mal'ach era Forte! Cada detalhe em um ato profético fala espiritualmente. A Babilônia é destacada com grande cidade, representada no ato profético por “uma pedra como grande pedra de moinho”. Pedra grande para simbolizar uma cidade grande. Mas por que uma pedra de moinho?
Revelação 18:21-24 “Então, um mal'ach [anjo]  forte levantou uma pedra como grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar, dizendo: Assim, com ímpeto, será arrojada Babilônia, a grande cidade, e nunca jamais será achada.”
Encontramos uma conexão entre juízo e pedra de moinho lançada no mar em:
Mt 18:1-6 “Naquela hora, aproximaram-se de Yahu’shua os discípulos, perguntando: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus? E Yahu’shua, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus. E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe. Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar.”
Este texto mostra que os Discípulos estavam com a semente de Bavel, a Grande, que necessitava ser arrancada, eles queria saber quem era o Grande, o Maior no Reino. O Messias confronta essa semente falando da necessidade de se humilhar, de ser pequeno como uma criança. E o juízo a quem traz tropeço a um pequenino, é morrer afogado no mar preso a uma grande pedra de moinho, uma grande pedra para quem quer ser grande. Este Sistema Religioso, simbolizado como Babilônia tem feito tropeçar a muitos, e fomenta a necessidade de ser maior, de ser grande e de estabelecer uma hierarquia. A pedra de moinho pode significar alguém que esmaga as sementes da Palavra do Senhor que escuta, não obedecendo, ou alguém que gira toda a sua vida em torno da busca do suprimento, em vez de buscar em primeiro lugar o Reino dos Céus.
O interessante é que Yirmi’Yahu (Jeremias) fala também de um ato profético similar contra Bavel:
Yirmi’Yahu 51:60-64 “Escreveu, pois, Yirmi’Yahu (Jeremias) num livro todo o mal que havia de vir sobre a Babilônia, a saber, todas as palavras já escritas contra a Babilônia. Disse Yirmi’Yahu a Seraías: Quando chegares a Babilônia, vê que leias em voz alta todas estas palavras. E dirás: Ó YHWH! Falaste a respeito deste lugar que o exterminarias, a fim de que nada fique nele, nem homem nem animal, e que se tornaria em perpétuas assolações. Quando acabares de ler o livro, atá-lo-ás a uma pedra e o lançarás no meio do Eufrates; e dirás: Assim será afundada a Babilônia e não se levantará, por causa do mal que eu hei de trazer sobre ela; e os seus moradores sucumbirão. Até aqui as palavras de Yirmi’Yahu.”
Ainda na atualidade o Senhor tem usado seus servos em atos proféticos genuínos contra Bavel, entretanto sempre existem as obras de engano.
Há um paralelo entre a queda de satã e a queda de Bavel, que evidencia que Satã está por trás de Bavel.
Yehezk’el (Ezequiel) traz uma palavra de juízo sobre Satã que atuava por trás do rei de Tiro. Yehezk’el dirige a palavra para o rei de Tiro, porém ele não está falando para o homem rei, mas para o Principado que estava atuando por trás do rei, o próprio Satã. O que fica evidente nas seguintes expressões: “Estavas no Éden, jardim de Elohim”, “foste criado” (não nascido), “Tu eras querubim da guarda ungido”, “Perfeito eras”, entre outros termos, que não se encaixam num homem comum, mas descreve Satã antes da queda. Mas por que satã caiu?
Yehezkel (Ezequiel) 28:12-19 “Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o YHWH Elohim: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura. Estavas no Éden, jardim de Elohim; de todas as pedras preciosas te cobrias: o sárdio, o topázio, o diamante, o berilo, o ônix, o jaspe, a safira, o carbúnculo e a esmeralda; de ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos; no dia em que foste criado, foram eles preparados. Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no Monte Kadosh de Elohim, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti. Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do Monte de Elohim e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; lancei-te por terra, diante dos reis te pus, para que te contemplem. Pela multidão das tuas iniqüidades, pela injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu, e te reduzi a cinzas sobre a terra, aos olhos de todos os que te contemplam. Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; vens a ser objeto de espanto e jamais subsistirás.”
Como lido, a queda de Satã tem a ver com comércio injusto que profana os santuários, logo um comércio espiritual. Ele será consumido pelo fogo e muitos ficarão espantados, assim como acontecerá com a Babilônia, conforme descrito em Revelação 18. O paralelo entre o texto de Yehezkel 28 e Revelação 18, mostra que Satã está por trás da Babilônia.
Satã implantou o comercio espiritual nas religiões pagãs, principalmente no que se refere à venda de ídolos:
Yesha’Yahu 46:6-7 “Os que gastam o ouro da bolsa e pesam a prata nas balanças assalariam o ourives para que faça um elohim e diante deste se prostram e se inclinam. Sobre os ombros o tomam, levam-no e o põem no seu lugar, e aí ele fica; do seu lugar não se move; recorrem a ele, mas nenhuma resposta ele dá e a ninguém livra da sua tribulação.”
Essa mesma iniqüidade do comércio ligado ao espiritual que profana os santuários, Satã trouxe para o Templo, o santuário em Yerushalayim na época do Messias. Yahu’shua disse: “A minha casa será casa de oração. Mas vós a transformastes em covil de salteadores”. O propósito de Satã era implantar dentro do Corpo do Messias (na Kehilá) esse comércio espiritual.
O pecado de mercadejar a fé era característico das religiões pagãs, e foi ameaçado com a pregação da Verdade pelo Emissário Sha’ul em Éfeso:
Atos 19:23-27 “Naquele tempo houve um grande tumulto por causa do Caminho. Um ourives chamado Demétrio, que fazia miniaturas de prata do templo de Ártemis e que dava muito lucro aos artífices, reuniu-os juntamente com os trabalhadores dessa profissão e disse: "Senhores, vocês sabem que temos uma boa fonte de lucro nesta atividade e estão vendo e ouvindo como este indivíduo, Sha’ul, está convencendo e desviando grande número de pessoas aqui em Éfeso e em quase toda a província da Ásia. Diz ele que elohim feitos por mãos humanas não são elohim. Não somente há o perigo de nossa profissão perder sua reputação, mas também de o templo da grande deusa Ártemis cair em descrédito e de a própria deusa, adorada em toda a província da Ásia e em todo o mundo, ser destituída de sua majestade divina"
Este pecado de mercadejar a fé era comum em Roma e Grécia, e achou terreno fértil para entrar na Igreja Romana, expandiu-se na Idade Média nas vendas de indulgências e relíquias, o que foi combatido ferrenhamente por Lutero na Reforma Protestante. Mas este comércio hoje possui práticas piores e ainda mais abomináveis, até mesmo dentro de muitas facções do próprio Protestantismo, que escandalizaria muito mais o próprio Lutero, se vivesse hoje. O luxo em que pessoas do Clero Protestante (pregadores e cantores) vivem hoje, excedem em muito ao luxo que viviam alguns membros do Alto Clero Católico no período de Lutero, contra ao qual ele havia se escandalizado e protestado.
Atos 19:28-32 “Ouvindo isto, encheram-se de furor e clamavam: Grande é a Diana dos efésios! Foi a cidade tomada de confusão, e todos, à uma, arremeteram para o teatro, arrebatando os macedônios Gaio e Aristarco, companheiros de Sha’ul. Querendo este apresentar-se ao povo, não lhe permitiram os discípulos. Também asiarcas, que eram amigos de Paulo, mandaram rogar-lhe que não se arriscasse indo ao teatro. Uns, pois, gritavam de uma forma; outros, de outra; porque a assembléia caíra em confusão. E, na sua maior parte, nem sabiam por que motivo estavam reunidos.”
O texto de Atos tratado anteriormente mostra a revolta e o levante dos mercadores da fé contra os pregadores da Verdade, pois os comerciantes/artistas tinham “uma boa fonte de lucro nesta atividade” e perderiam a profissão e a fonte de lucro, se a pregação da Verdade prevalecesse.
Os mercadores da fé e artistas da fé têm essa preocupação de perder mercado. É de esperar que também nos dias de hoje, muitos deles venham a perseguir os pregadores da Verdade que ameaçarem o lucro deles. Como aconteceu em Atos, muitos deles mobilizarão os irmãos numa grande revolta contra os pregadores da Verdade, e muitos irmãos se unirão aos mercadores, sem nem analisarem a fundo a questão, serão manipulados em massa, “porque a assembléia caíra em confusão. E, na sua maior parte, nem sabiam por que motivo estavam reunidos.”.
O pecado que levou a queda de Satã, ele trouxe para o Templo em Yerushalayim e depois para a Kehilá, devemos seguir o exemplo do Messias e confrontar este pecado. É curioso notar que muitos dos grandes mercadores estão ligados à Maçonaria, que é uma das filhas de Bavel.

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